Andy Cowell, que já foi responsável pelos motores da Mercedes, colocou em dúvida a suposta vantagem técnica com o ‘truque’ encontrado pela equipe no novo regulamento. O dirigente destacou como o debate faz parte da natureza da categoria.
Cowell foi uma das figuras centrais do domínio dos ‘flechas de prata’ entre 2014 e 2021, período em que conquistou oito títulos consecutivos do Mundial de Construtores graças, em grande parte, à superioridade de seus motores híbridos desenvolvidos pela Mercedes High Performance Powertrains.
Atualmente na Aston Martin, o engenheiro britânico acompanha de perto o primeiro grande ponto de controvérsia do novo ciclo técnico: as taxas de compressão das unidades de potência, um elemento-chave dentro das novas regras que visam maior eficiência térmica e aumento da participação elétrica.
Rumores no paddock indicam que a Mercedes teria explorado uma brecha no regulamento para obter uma vantagem de até 0s3 por volta, um ganho considerável para o início da nova era técnica da Fórmula 1.
Para Cowell, no entanto, o debate faz parte da natureza da Fórmula 1 moderna e não representa nada fora do comum em momentos de transição regulatória.

“O tema da taxa de compressão sempre surge quando novos regulamentos entram em vigor. E todos os competidores leem os regulamentos e levam o desempenho ao limite”, acrescentou.
“A taxa de compressão é claramente um aspecto fundamental para a eficiência térmica de um motor de combustão interna, então você sempre a leva ao limite”, explicou.
Cowell concluiu ressaltando o papel da FIA nesse novo ciclo técnico. “Tenho certeza de que todos os fabricantes de unidades de potência estão fazendo isso. A FIA tem a função de garantir que todos interpretem os regulamentos de forma justa e igualitária”, finalizou, em meio a um cenário que promete intensa fiscalização e disputas técnicas rumo a 2026.
