David Coulthard, ex-piloto de Fórmula 1, acredita que a própria FIA foi responsável por criar as condições para a controvérsia em torno do ‘truque’ da Mercedes no limite da taxa de compressão do novo motor para 2026. Durante sua participação no podcast ‘Up To Speed’, Coulthard afirmou que a FIA cometeu um erro ao redigir os regulamentos de 2026, deixando espaço para as equipes explorarem lacunas e interpretar certos artigos a seu favor.
O ex-piloto argumentou que, para evitar situações como essa, a FIA deveria ter considerado a janela operacional de um carro de F1, que não está em temperatura ambiente em uma garagem, mas sim sob condições extremas na pista: “A temperatura do motor pode atingir 110°C, os freios passam dos 1000°C. Eles deveriam ter projetado as regras pensando nessas condições de operação”, afirmou Coulthard.

A controvérsia surgiu após a descoberta de que a Mercedes havia encontrado uma brecha nas regras, que permitia aumentar a razão de compressão do motor de 16:1 para 18:1, quando o motor estava quente, aproveitando a forma como a FIA inicialmente mediu o parâmetro, que era com o motor em temperatura ambiente.
No último sábado, a FIA introduziu uma mudança nas regras, que será efetiva a partir de 1º de junho. Agora, os motores serão testados tanto a temperatura ambiente quanto a 130°C, o limite no qual o ‘truque’ da Mercedes foi possível. A atualização foi aprovada sem oposição pelo Conselho Mundial de Automobilismo, e a partir de 2027, os testes de conformidade ocorrerão exclusivamente sob condições de operação completas.
