A Sky Sports é mais um veículo de imprensa, também afirmando que a Aston Martin trabalha na contratação de Jonathan Wheatley, atual chefe da Audi na Fórmula 1, para assumir o cargo de chefe de equipe, permitindo que Adrian Newey concentre seus esforços no desenvolvimento do carro de 2026. A mudança surge após um início de temporada bastante conturbado para a equipe britânica, que enfrenta problemas de desempenho e vibrações severas nos carros.
Newey, que chegou à Aston Martin vindo da Red Bull Racing em março de 2025 e assumiu como chefe de equipe este ano, vê com bons olhos a possível chegada de Wheatley. A ideia é que o lendário projetista e engenheiro continue com total autoridade técnica, mantendo sua função de Diretor Técnico, e se reportando apenas ao proprietário da equipe, Lawrence Stroll.
A Aston Martin também avaliou outros candidatos, como Gianpiero Lambiase, engenheiro de Max Verstappen, que optou por permanecer na Red Bull, enquanto Andreas Seidl, ex-chefe da McLaren, não está na disputa. Caso Wheatley assuma, a possibilidade que também havia sido considerada, de Christian Horner ingressar na equipe seria descartada, além do que, segundo informações essa opção teria sido vetada por Newey.
O processo de contratação deve levar meses, e a Audi provavelmente exigirá um ‘período de jardinagem’ (período em que um funcionário deve ficar fora da F1 antes de recomeçar em outra equipe) para Wheatley, o que significa que qualquer acordo dificilmente será fechado antes do GP do Japão.

Newey continuará liderando a equipe e acompanhando o desenvolvimento técnico, mas ainda não está confirmado se estará presente na corrida em Suzuka. Em nota, a Aston Martin afirmou: “A equipe não irá se engajar em especulações da mídia sobre sua liderança sênior. Adrian Newey continua liderando a equipe como Team Principal e Managing Technical Partner”. A Audi, por sua vez, disse que não comentaria especulações sobre o assunto.
Enquanto a equipe britânica lida com sérios problemas técnicos, principalmente em relação ao motor Honda, Fernando Alonso mantém confiança na capacidade da Aston Martin de superar as dificuldades. No início da temporada, a equipe teve desempenho abaixo do esperado, com Lance Stroll e Alonso enfrentando limitações em simulações de corrida e sessões de classificação, além das fortes vibrações da unidade de potência Honda que podem causar danos permanentes aos nervos das mãos dos pilotos.
