F1: Como foi o GP da Austrália de 2025? Relembre o caos que abriu a temporada

A temporada 2025 da Fórmula 1 começou da forma mais imprevisível possível em Melbourne. Chuva, safety car, abandonos e decisões estratégicas questionáveis transformaram o GP da Austrália em um teste de sobrevivência, vencido por Lando Norris. O britânico da McLaren conquistou sua quinta vitória na categoria ao resistir à pressão constante de Max Verstappen, que cruzou a linha de chegada a menos de um segundo do líder. George Russell completou o pódio para a Mercedes.

Mas o resultado final é apenas parte da história. A corrida foi dividida em capítulos dramáticos desde antes da largada. Na volta de formação, o estreante Isack Hadjar aquaplanou e bateu, abandonando antes mesmo de largar oficialmente na F1. Após nova volta de formação, a largada trouxe mais tensão: Jack Doohan e Carlos Sainz também ficaram pelo caminho ainda nas primeiras voltas, acionando o safety car.

Na relargada, Norris manteve a ponta sob pressão direta de Verstappen e de Oscar Piastri, que chegou a assumir a segunda posição em determinado momento. Até a metade da prova, a McLaren caminhava para uma dobradinha confortável, com Norris abrindo mais de dois segundos para o companheiro, enquanto Verstappen já aparecia quase 16 segundos atrás.

O ponto de virada veio na volta 34. Fernando Alonso perdeu o controle do carro e bateu forte, provocando nova neutralização. As equipes aproveitaram para trocar para pneus slick, mas a escolha do composto, médio ou duro, já indicava abordagens distintas para o restante da prova.

Foi então que a chuva voltou. E com ela, o caos definitivo. Piastri rodou quando era segundo colocado e despencou para o fim do grid. Liam Lawson e Gabriel Bortoleto bateram e abandonaram. No caso do brasileiro, o acidente ocorreu após já ter recebido cinco segundos de punição por uma liberação insegura nos boxes. Ao todo, apenas 14 dos 20 carros terminaram a corrida.

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Foto: XPB Images

A Ferrari viveu um domingo particularmente difícil. Além de um ritmo abaixo do esperado, a estratégia da equipe comprometeu as chances de reação. Charles Leclerc terminou em oitavo, à frente de Lewis Hamilton, que ainda perdeu posição para Piastri na parte final da corrida.

Na frente, Norris precisou administrar pressão máxima. Com o DRS liberado nas voltas finais, Verstappen chegou a ficar a menos de meio segundo, mas não encontrou espaço para o ataque decisivo em Albert Park. A dificuldade histórica de ultrapassagem no traçado australiano voltou a se confirmar, mesmo em condições variáveis.

O quarto lugar também teve seu drama. Andrea Kimi Antonelli recebeu cinco segundos de penalidade por uma suposta liberação insegura, caindo para quinto atrás de Alexander Albon. Horas depois, porém, a Mercedes apelou e convenceu os comissários a reverter a decisão, restituindo o italiano à quarta posição.

O resultado final consolidou Norris como o primeiro líder do campeonato de 2025 e deixou claro que a temporada prometia equilíbrio e imprevisibilidade. Melbourne, mais uma vez, cumpriu seu papel tradicional: abrir o ano com uma corrida capaz de redefinir narrativas antes mesmo da segunda etapa.

Agora, um ano depois daquele domingo caótico, a Fórmula 1 retorna a Albert Park para mais uma abertura de temporada. O GP da Austrália desta semana novamente coloca Melbourne como ponto de partida do campeonato — e, se o histórico recente servir de referência, imprevisibilidade é algo que não deve faltar.