Faltando uma semana para o início do GP da Austrália, em Melbourne, a gasolina desenvolvida pela Petronas ainda não recebeu homologação oficial para a temporada 2026 da Fórmula 1. Apesar disso, Mercedes, McLaren, Alpine e Williams, equipes clientes, não demonstram apreensão com a situação. Toto Wolff, chefe da equipe alemã, chegou a tratar o assunto como “bobagem.”
O impasse surgiu após a empresa britânica Zemo, responsável pela nova etapa de verificação, identificar o que classificou como uma irregularidade no combustível. A partir desta temporada, as equipes da categoria passaram a utilizar combustíveis de corrida sustentáveis e sintéticos, o que tornou o processo de aprovação mais complexo e criterioso.

Diferentemente do que ocorria anteriormente — quando fornecedores de combustíveis fósseis precisavam apenas enviar uma amostra a um laboratório britânico afiliado à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) — agora a responsabilidade recai sobre a Zemo. A empresa não examina apenas o produto final, mas também audita todo o processo de produção, etapa que demanda mais tempo.
Além disso, os novos combustíveis precisam cumprir exigências rigorosas estabelecidas pela FIA. A entidade elaborou uma lista de “propriedades do combustível”, que reúne características químicas e físicas determinantes para o desempenho no motor, como octanagem, densidade energética, ponto de ebulição e taxa de queima.
Entre as equipes, o entendimento é de que se trata de um procedimento técnico entre a FIA, o fabricante e a companhia independente encarregada da verificação. Concluída essa etapa, os resultados poderão ser oficialmente compartilhados e a situação não causará problemas na primeira etapa do ano.
