F1: Chefe de motores na RBPT fala em “constante evolução” na Red Bull
A Red Bull está caminhando no desenvolvimento de seu primeiro motor para a Fórmula 1. Ben Hodgkinson, chefe do departamento de unidade de potência da equipe austríaca, destacou como todo o processo é algo em constante evolução.
Na temporada 2026, com a chegada do novo regulamento e a notável mudança dos motores, a Red Bull Powertrains está se juntando ao grid ao ser fornecedora de propulsores para o time multicampeão. A companhia foi lançada em 2022 em preparação para este importante passo na categoria.
Com isso, a Red Bull é a equipe não-fabricante a fazer seu próprio motor no século XXI na Fórmula 1, mas o chefe da divisão afirmou que, além de projetar um motor, seu objetivo também é criar uma cultura e integrar a experiência que a RBPT conseguiu atrair de equipes rivais.
“Quando a oportunidade me foi apresentada pela primeira vez, adorei a ideia de começar com uma folha em branco — não apenas a unidade de potência, mas a empresa inteira. Pudemos construir tudo sob medida de acordo com o que sabíamos que seriam os regulamentos e tentar transformar isso em uma vantagem. Mas ‘começar do zero’ é uma frase curta, e o peso real do que isso significava levou um tempo para cair a ficha. Encontrar o que hoje são 700 pessoas em um espaço de tempo tão curto foi um grande desafio”, disse Ben.
“Quando a empresa começou, eram apenas cinco pessoas em um pequeno escritório, antes mesmo de as fábricas serem construídas. Depois, todo mês, 20 ou mais pessoas passavam a integrar o time. Então, suas funções e responsabilidades mudavam de semana em semana: em um momento, uma pessoa estava projetando, fazendo pedidos e construindo peças; na semana seguinte, chegava o cara que iria construí-las”, seguiu.
Foto: Divulgação / Red Bull
“Tem sido uma entidade em constante evolução e, ao mesmo tempo, precisamos tentar nos estabelecer dentro do que é a cultura Red Bull e extrair todo o conhecimento de todas as pessoas que chegam, para garantir que estamos aproveitando o melhor de todos esses mundos. Mas acho que isso criou uma verdadeira diversidade cognitiva dentro do grupo. E a única questão é que, se isso tivesse sido deliberado, seríamos gênios — mas foi um acidente. Ainda assim, quando você cria um projeto realmente ousado e audacioso, ele acaba atraindo pessoas igualmente ousadas e audaciosas”, emendou.
“Todas as pessoas mais cautelosas, que acham que isso soa arriscado, acabam ficando onde estão. Já esse tipo de profissional se encaixa na cultura da Red Bull como uma luva, e isso é brilhante para a taxa de inovação. Então, têm sido quatro anos empolgantes e bastante intensos”, encerrou.