F1: Chefe da McLaren cobra ajustes nos motores da nova era

Andrea Stella defendeu mudanças importantes nos motores da Fórmula 1 para os próximos anos, e afirmou que a categoria precisa agir rapidamente para maximizar o regulamento das unidades de potência. O chefe da McLaren acredita que ajustes no hardware devem entrar em vigor até a temporada 2028.

Essas declarações acontecem após a FIA anunciar alterações nas regras de gerenciamento de energia para os novos motores. As mudanças foram vistas pelos pilotos como um avanço discreto, mas ainda insuficiente para resolver as preocupações sobre o comportamento das futuras unidades de potência.

Stella afirmou que a Fórmula 1 precisa discutir soluções mais profundas para melhorar o conjunto atual. Segundo o dirigente, será necessário aumentar o fluxo de combustível dos motores a combustão e também ampliar a capacidade das baterias: “Os ajustes de hardware na unidade de potência para melhorar a Fórmula 1 em geral são necessários. Eles realisticamente terão de aumentar o fluxo de combustível para elevar a potência do motor de combustão interna”, afirmou.

O dirigente da McLaren também destacou que a recuperação de energia precisa ser revista. Segundo ele, os carros passam muito mais tempo utilizando energia elétrica do que recuperando carga, o que exige uma mudança no equilíbrio do sistema atual: “Acho que talvez seja necessário recuperar mais potência do que aquela que realmente é utilizada. Hoje estamos em 350kW, mas podemos ir para 400kW ou até 450kW. E então acredito que precisaremos apenas de baterias maiores”, disse ele.

F1 2025, GP dos Estados Unidos, EUA, Circuito das Américas, COTA
Foto: XPB Images

Apesar de defender as alterações, Stella reconheceu que a implementação não seria simples. O italiano afirmou que FIA, FOM, chefes de equipe e fabricantes de unidades de potência precisariam chegar a um consenso rapidamente para permitir tempo suficiente de desenvolvimento: “Vejo isso como algo difícil para 2027, porque as implicações no tamanho das baterias e no aumento do fluxo de combustível exigem um prazo maior do que o disponível”, explicou. “Eu insistiria para que essa conversa fosse concluída antes da pausa de verão, para dar tempo de aplicar tudo em 2028”, acrescentou.

Stella também comentou sobre a complexidade dos motores atuais e como pequenas mudanças externas já afetam diretamente o desempenho dos carros. Segundo ele, fatores como vento e tempo gasto nas retas alteram o comportamento dos sistemas de otimização da unidade de potência: “Tudo é extremamente sensível e interligado. Não se trata apenas de onde você utiliza energia. Existe uma ligação muito maior entre o comportamento elétrico e o motor a combustão. É isso que estamos enfrentando atualmente”, encerrou o chefe da McLaren.