A Fórmula 1 viveu um momento assustador com o forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão, e a Haas revelou os detalhes que levaram à batida. Segundo a equipe, a grande diferença de velocidade em relação a Franco Colapinto da Alpine, foi decisiva para o acidente.
O chefe da Haas, Ayao Komatsu, explicou que a situação não envolveu erro claro de nenhum dos pilotos. De acordo com o dirigente, a diferença de velocidade foi consequência direta de estratégias distintas de gerenciamento de energia.
Bearman disputava a 17ª posição com Colapinto após largar em 18º e fazer uma parada antecipada. Ao chegar à curva Spoon, o britânico perdeu o controle a cerca de 306 km/h e sofreu um impacto de 50G ao bater forte no muro. Apesar do susto, ele conseguiu sair do carro e foi diagnosticado com uma contusão no joelho direito.
Komatsu explicou que Colapinto vinha mantendo um comportamento consistente nas voltas anteriores: “Antes da curva 13, Franco estava sempre fazendo algo consistente, não foi culpa dele. Na volta anterior, a velocidade dele era exatamente a mesma, então sabíamos com o que estávamos lidando”, afirmou.
A diferença surgiu por conta do uso mais agressivo da energia pela Haas naquele trecho: “Estávamos usando mais energia ali, então mesmo em voltas normais tínhamos cerca de 20 km/h de vantagem. Depois Oliver usou o botão de ‘boost’, e isso significou uma diferença de velocidade de cerca de 50 km/h”, explicou Komatsu, com a FIA confirmando posteriormente um delta de 45 km/h.

O dirigente destacou que a grande aproximação tornou a manobra extremamente difícil: “A velocidade de aproximação foi enorme e ele apenas avaliou mal. É algo que falamos sobre essas novas regras, a diferença de velocidade pode se tornar um problema. Infelizmente, esse foi um desses casos”, disse ele.
Komatsu também revelou que Bearman assumiu responsabilidade pelo ocorrido, mas evitou classificar o episódio como erro: “Ele está chateado consigo mesmo, dizendo que poderia ter feito melhor, mas essa diferença de 50 km/h é enorme. Não gosto de chamar de erro, talvez um pequeno julgamento equivocado”, acrescentou.
Por fim, o chefe da Haas destacou que o episódio serve como aprendizado para toda a Fórmula 1: “Essa foi apenas a terceira corrida com esse regulamento, algo que ele nunca havia experimentado. Precisamos estar atentos como comunidade da F1 e ver como podemos melhorar para evitar situações assim. Estou feliz que Oliver não sofreu uma lesão grave”, completou.
