F1: Chefe da Cadillac fala sobre processo de recrutamento para estreia da equipe

A Cadillac, que faz sua estreia na Fórmula 1 em 2026, enfrentou um dilema impressionante ao recrutar a equipe para o novo projeto. De acordo com o chefe da equipe, Graeme Lowdon, a montadora americana recebeu nada menos que 143.265 candidaturas para aproximadamente 600 vagas, o que resultou em uma relação de 238 candidatos para cada posição disponível.

Com o apoio do gigante automobilística, General Motors proprietária da Cadillac, a empresa entrou na F1 com um time do começando do zero, ao contrário da Audi, também estreante na categoria este ano, mas que comprou a agora ex-equipe Sauber. A Cadillac, com bases em Fishers, Indiana, e Silverstone, teve que contratar todo o seu pessoal, o que gerou um processo de seleção massivo.

Lowdon afirmou que, até o final de 2025, a equipe havia aberto 595 vagas e, após um longo processo de triagem, com 9.051 currículos selecionados e 6.500 entrevistas realizadas, contrataram pouco mais de 520 pessoas. Ele ainda destacou o desafio de equilibrar as operações nos dois continentes, com a sede em Indianápolis e as operações em Silverstone: “Estamos construindo tudo, exceto a unidade de potência, a caixa de câmbio, os pneus e a ECU”, afirmou o dirigente, destacando o esforço logístico envolvido na montagem da infraestrutura necessária.

Graeme Lowdon (GBR) Cadillac Formula 1 Team, Team Principal.
Foto: XPB Images

O grande desafio, segundo Lowdon, é a ambição audaciosa da Cadillac de não apenas entrar na Fórmula 1, mas de fazer isso com um time completo, e com todos os componentes projetados internamente. Ele ainda ressaltou que a expansão da equipe nos Estados Unidos será crucial para o sucesso do projeto, que continua sendo uma tarefa operacional massiva e complexa.