A Aston Martin vive um início preocupante na Fórmula 1 em 2026, e as críticas começam a ganhar cada vez mais força no paddock da categoria. O ex-piloto de F1 e atual comentarista, Karun Chandhok, classificou o desempenho da equipe britânica como ‘constrangedor’ após as três primeiras etapas da temporada.
O fraco início difícil chama ainda mais atenção, porque o projeto havia gerado grandes expectativas. O novo carro foi o primeiro desenvolvido com participação de Adrian Newey e marcou também o começo da parceria exclusiva com a Honda, fatores que aumentaram o otimismo antes da temporada, além de um investimento milionário feito em novas instalações, o que inclui um novo túnel de vento.
No entanto, a realidade tem sido o oposto disso. A equipe baseada em Silverstone aparece nas últimas posições do grid nas três primeiras etapas, ao lado da novata Cadillac, e ocupa a última colocação no campeonato de construtores, ainda sem pontuar.
Fernando Alonso terminou o GP do Japão apenas em 18º lugar, uma volta atrás dos líderes, em uma corrida que marcou a primeira vez na temporada em que o AMR26 completou a distância total de uma corrida, após problemas de confiabilidade nas provas anteriores, com os dois carros não terminando as provas. Ainda em Suzuka, Lance Stroll não terminou um GP pela terceira vez no ano.

Enquanto isso, surgiram rumores sobre a possível chegada de Jonathan Wheatley, após sua saída repentina do cargo de chefe de equipa na Audi. Chandhok comentou essa especulação, mas afirmou que o cargo de chefe de equipe não é a principal preocupação da Aston Martin neste momento.
“Parece que há uma espécie de limbo. Existem alguns rumores em torno da Aston Martin, entre China e Japão. Parecia algo óbvio, porque Adrian estava ocupando esse papel de forma interina”, disse Chandhok no podcast do Sky Sports F1. “Mas claramente não está fechado. Se estivesse, já teria sido anunciado”, afirmou.
O comentarista também acredita que Wheatley deve retornar ao paddock em breve, mas questiona qual função ele assumiria: “Ele é alguém que está no paddock desde o início dos anos 1990. Não terminou com a Fórmula 1. Não vai demorar para reaparecer, mas a questão é se encontrará um cargo de alto nível que considere adequado”.
Apesar das especulações, Chandhok foi direto ao apontar os verdadeiros problemas da equipe britânica: “Honestamente, a Aston Martin tem problemas maiores do que o chefe de equipe. Eles têm sido… decepcionantes não é a palavra. Tem sido constrangedor o quanto todo o pacote está distante, devido aos problemas do lado da Honda”, acrescentou.
Para o ex-piloto, a solução passa por resolver as dificuldades técnicas, especialmente relacionadas à unidade de potência: “Eles precisam de alguém para resolver o problema técnico, e não acho que Jonathan seja necessariamente essa pessoa. Eles precisam de especialistas em motor em Sakura para tirá-los desse buraco”, completou.
