A Fórmula 1 deve ter carros ligeiramente mais lentos com os ajustes nas regras de 2026. As mudanças foram feitas para melhorar a dinâmica nas sessões de classificação e atender preocupações levantadas por pilotos, principalmente em relação à segurança.
Um das principais alterações, envolve a redução da recuperação máxima de energia de 8MJ para 7MJ, com o objetivo de limitar o gerenciamento excessivo e permitir voltas mais próximas do limite. No entanto, isso terá impacto direto nos tempos de volta, especialmente nas acelerações em retas longas.
De acordo com Mark Temple, Diretor Técnico da McLaren, a perda de desempenho será pequena: “Estamos falando de dois ou três décimos, dependendo da pista. Parte disso vem da menor aplicação de energia nas retas”, explicou.

Além das sessões de classificação, as corridas também terão mudanças na forma como a energia elétrica é utilizada. Em trechos onde a ultrapassagem é menos provável, como curvas de alta, haverá redução de potência, enquanto o máximo será mantido em pontos mais favoráveis às disputas.
Mesmo com essas limitações, a expectativa é que as disputas não sejam prejudicadas de forma significativa. Temple destaca que algumas ultrapassagens mais oportunistas podem desaparecer: “Ainda haverá chances de ultrapassar, mas de forma mais progressiva. Isso exige mais estratégia do piloto e pode até melhorar o espetáculo em alguns casos”, concluiu o diretor.
