A Williams iniciará as atividades pré-temporada para a Fórmula 1 2026 com atraso após ficar fora do shakedown realizado em Barcelona nesta semana. A equipe foi a única do grid a não participar da atividade e só deverá colocar o FW48 na pista no primeiro teste oficial, no Bahrein, no próximo mês.
A ausência foi atribuída a “atrasos no programa do FW48”. Questionado sobre o impacto da situação, o chefe da equipe, James Vowles, explicou que os problemas não se resumem a um único fator. “Em termos da área de produção, isso nunca é uma coisa só. Literalmente não é. São milhares e milhares de detalhes”, afirmou.
“Ainda estamos sendo prejudicados por sistemas e ferramentas que não estão no nível certo. O que isso significa é que estamos perdendo eficiência.” Ele destacou que pequenas perdas já são suficientes para causar impacto. “Você não precisa de muita eficiência para começar a ficar para trás em um ou dois por cento”, complementou ele.

O dirigente ainda reforçou que a solução passa por mais investimentos: “O que precisamos é, como já estamos fazendo, continuar investindo nessa área.” Ele também ressaltou a evolução interna da equipe. “Já é uma equipe muito diferente da que tínhamos há dois anos e 12 meses.”
Entre os pilotos, as reações foram de apoio. Alex Albon comentou nas redes sociais que situações assim podem ocorrer quando uma equipe está “empurrando os limites”. Já Carlos Sainz demonstrou disposição imediata para ajudar:
“Carlos, desde o segundo em que eu o liguei, sua primeira pergunta foi: ‘O que posso fazer para ajudar? Estou aqui com você e te apoio’”, disse Vowles ao PlanetF1. “Ele está frustrado, assim como eu. Estamos aqui para correr ou fazer testes neste momento, ou fazer o shakedown, como é o caso. Mas não estamos.”
