A McLaren, campeã do Campeonato de Construtores de 2025, enfrenta uma dificuldade inicial no desenvolvimento de seu carro para a temporada 2026 da Fórmula 1, com a menor alocação de tempo em túnel de vento e simulações computacionais entre todos os times. De acordo com as regras da FIA, as alocações de testes são determinadas pela posição final de cada equipe no campeonato, com as equipes mais bem colocadas recebendo as restrições mais severas no ano seguinte.
Para o primeiro semestre de 2026, as equipes terão um limite de testes com base na classificação de 2025. Como vencedora do título de construtores, a McLaren terá direito a apenas 70% da cota padrão de testes, ou seja, 224 utilizações do túnel de vento e 1.400 simulações computacionais (CFD). Isso significa que, apesar do sucesso em 2025, a equipe será mais limitada nas oportunidades de desenvolvimento em comparação com outras equipes.

Por outro lado, as equipes com pior desempenho, como a Alpine, terão a máxima alocação de testes, com 115% da cota, permitindo 368 utilizações do túnel de vento e 2.300 simulações (CFD). Essa medida foi introduzida pela FIA em 2021 para tentar reduzir a disparidade entre as equipes e promover uma maior igualdade ao longo dos campeonatos.
O sistema, embora crie uma desigualdade inicial, tem o objetivo de nivelar o grid ao longo dos anos, permitindo que as equipes de menor desempenho tenham mais oportunidades para alcançar os times de ponta.
Veja abaixo o tempo que cada equipe terá em 2026:
Posição final em 2025 Testes em túnel de vento Simulações CFD
1. McLaren 70% – 224 utilizações 1.400
2. Mercedes 75% – 240 utilizações 1.500
3. Red Bull 80% – 256 utilizações 1.600
4. Ferrari 85% – 272 utilizações 1.700
5. Williams 90% – 288 utilizações 1.800
6. Racing Bulls 95% – 304 utilizações 1.900
7. Aston Martin 100% – 320 utilizações 2.000
8. Haas 105% – 336 utilizações 2.100
9. Audi (ex-Sauber) 110% – 352 utilizações 2.200
10. Alpine 115% – 368 utilizações 2.300
– Cadillac (estreante) 115% – 368 utilizações 2.300
