Martin Brundle falou sobre as mudanças pontuais feitas no regulamento 2026 da Fórmula 1. O comentarista apoiou os ajustes apontados pela FIA, mas reconheceu que é provável que mais alterações sejam necessárias no futuro.
Após as três primeiras etapas do ano, o corpo governamental se juntou com as equipes ao longo do mês de abril para debaterem quais alterações poderiam ser feitas. Após uma série de reuniões, um novo pacote será introduzido a partir do GP de Miami deste final de semana.
E com as novidades chegando na quarta etapa da F1 2026, Brundle encara até mesmo como um ‘recomeço’ da temporada. “Sim, acho que pode [mudar a ordem competitiva], mas é mais como um relançamento da temporada, francamente, com a pausa forçada. As equipes vão chegar com mudanças drásticas e, com sorte, carros melhores”, disse à Sky Sports.
“Não sabemos quem vai acertar. Acho que essa será a história da temporada, na verdade, com uma mudança tão grande como a que tivemos para 2026. Estou realmente ansioso. Isso vai satisfazer os pilotos? É bem claro que os pilotos que têm carros rápidos e estão vencendo estão um pouco mais satisfeitos do que aqueles que não têm”, continuou.

“Então, acho que isso vai continuar. Sempre haverá uma enorme quantidade de consequências não intencionais em qualquer mudança na Fórmula 1. É um negócio bastante complexo. Então, o que estamos fazendo é suavizar a entrega de potência desses carros híbridos complexos, e acho que será um passo à frente”, apontou.
“Os pilotos estão preocupados com as velocidades de aproximação. Sempre tivemos esse tipo de problema se alguém errasse uma marcha à sua frente, por exemplo, antigamente, quando você mesmo trocava as marchas ou se o motor quebrasse de repente. Mas naquela época, você conseguia sentir um leve cheiro de óleo ou ouvir o motor, ou algo assim.”
“Obviamente, você não consegue ver isso agora, já que grande parte dos carros é movida a bateria. Então, sim, em resumo, isso vai melhorar as corridas. Vai melhorar os carros, mas tenho certeza de que ainda há muito a ser feito”, encerrou.
