O ex-piloto de Fórmula 1 e atual comentarista da Sky F1, Martin Brundle, apoiou a ideia de mudanças nas regras da nova era de regulamentos da categoria, após o GP da Austrália, em que pilotos foram obrigados a reduzir velocidade nas retas, desacelerando e depois acelerando novamente, para conseguir energia da bateria, uma situação que ele classificou como ‘louca’.
“A corrida em Melbourne foi divertida, especialmente as onze primeiras voltas, mas os pilotos estavam literalmente aprendendo a cada volta. O que os frustra é que podem ficar lentos em curvas como a 4 por acionarem a energia atrasados, mas o tempo perdido é recuperado na reta seguinte, criando uma situação contraintuitiva e de risco para acidentes”, afirmou Brundle.
O veterano observou que algumas equipes sugeriram ajustes na regulamentação, de modo que os carros utilizem menos energia da bateria, porém por mais tempo, eliminando a necessidade de reduzir a velocidade ou reduzir marchas no final das retas: “Isso reduziria o risco de colisões em linha reta e permitiria que o foco permaneça no esporte e no espetáculo, que devem ser prioridade absoluta”, disse ele.

Brundle também destacou que a FIA já indicou flexibilidade para ajustar os parâmetros conforme a experiência nas primeiras corridas, e que a nova abordagem poderá ser aplicada assim que houver mais clareza após os próximos circuitos: “Não precisamos de carros com mais de 1.000 hp ou velocidades máximas extremas, eles nunca parecem mais rápidos do que quando estão lado a lado. A ideia é garantir corridas emocionantes e seguras”, concluiu o ex-piloto.
A discussão sobre ajustes nas regras da Fórmula 1 em 2026, evidencia a preocupação com a dinâmica da energia elétrica e a necessidade de equilibrar desempenho, estratégia e segurança para manter o espetáculo atrativo para pilotos e fãs.
