Zak Brown apresentou uma proposta para tentar resolver um dos maiores desafios atuais da Fórmula 1, o crescimento do calendário sem aumentar ainda mais a carga de trabalho das equipes e pilotos. O dirigente defendeu um sistema com vinte corridas fixas e outras oito etapas em formato de rodízio.
A ideia surge em meio à forte demanda de países interessados em receber a Fórmula 1 nos próximos anos. Mesmo com o atual Pacto de Concórdia permitindo até vinte e cinco corridas por temporada, Brown acredita que o campeonato já atingiu um limite extremamente pesado para todos os envolvidos.
O CEO da McLaren comentou o assunto durante um evento antes do GP de Miami. Questionado sobre como imagina o futuro ideal da categoria nos próximos cinco a dez anos, o americano respondeu inicialmente em tom descontraído: “Vencer”, brincou Brown antes de aprofundar a análise. “O esporte continua crescendo. Não vejo obstáculos além do que está acontecendo ao redor do mundo, então todos compartilhamos as mesmas preocupações. Mas a categoria está cada vez mais forte”, afirmou.
Brown destacou que o modelo de alternância entre circuitos, já começará a ser utilizado em breve. Spa-Francorchamps e o Circuito de Barcelona-Catalunha iniciarão um sistema de rodízio a partir do próximo ano, algo que Brown acredita poder ser expandido para outros eventos.

Além disso, o GP de Portugal irá retornar em 2027 por pelo menos duas temporadas, enquanto o GP da Turquia também voltará no próximo ano com previsão de permanência de cinco anos. Ao mesmo tempo, países como África do Sul, Tailândia e Coreia do Sul seguem pressionando por uma vaga no calendário.
Para Brown, esse cenário mostra que a Fórmula 1 precisa encontrar uma forma de crescer sem aumentar o número total de corridas. O americano considera inviável ultrapassar as atuais vinte e quatro etapas devido ao desgaste imposto pela sequência de viagens ao redor do mundo: “Há países fazendo fila para receber GPs. Já estamos entrando em um sistema de rodízio de algumas corridas. Sou favorável a travar vinte GPs permanentes e talvez ter outros oito em rodízio ano após ano”, acrescentou.
Brown acredita que o formato permitiria à Fórmula 1 expandir sua presença global, sem tornar o calendário ainda mais pesado: “É uma forma de expandir geograficamente para vinte e oito mercados, mas não podemos correr mais de vinte e quatro vezes por ano. Já é um calendário bastante brutal”, completou.
