F1: Brown diz que falta de informações é o principal problema para entrada da Andretti na categoria

O CEO da McLaren, Zak Brown, argumentou que a oposição à entrada da equipe Andretti no grid da Fórmula 1 é baseada na falta de conhecimento sobre a proposta real apresentada pelo time americano. Desde fevereiro, a FIA abriu um processo de ‘Expressão de Interesse’ para identificar uma ou mais novas equipes que desejam competir na categoria já na temporada de 2025.

No mês passado, o órgão regulador do esporte confirmou que aceitou a proposta da Andretti, mas ainda aguarda o sinal verde da Formula One Management (FOM). A proposta da Andretti para se tornar a mais nova equipe na F1 a partir de 2025, tem enfrentado forte oposição das atuais equipes, preocupadas com uma possível redução na premiação.

Essa postura persiste, mesmo após o recente anúncio de que a admissão da Andretti introduziria a General Motors como um novo fabricante de unidades de potência na F1 em 2028. Enquanto Brown tem sido um dos apoiadores mais vocais do projeto da Andretti na F1, ele admite que compreende por que outros ainda têm reservas em relação à equipe.

“A vantagem é que eles (Andretti) podem ajudar a expandir o bolo”, disse Brown ao podcast Track Limits. “Esse bolo pode ser fãs, em primeiro lugar, pode ser receita de televisão, pode ser maior exposição em um mercado específico que ajuda a atrair mais patrocinadores, empolgação na pista.”

“O lado negativo é se o bolo não aumentar, e em seguida, você está apenas dividindo um bolo do mesmo tamanho, e é aí que acho que a maioria das equipes está”, disse Brown.

Com os detalhes finos da proposta da Andretti mantidos em sigilo, Brown argumenta que as opiniões sobre a equipe americana foram formadas sem um entendimento completo dos termos.

“Acredito que nenhum de nós está muito informado sobre o que é a proposta real, então todos estão dando opiniões por aí”, acrescentou. “Não vi especificamente o que está em cima da mesa. Minha visão, é contanto que seja um aditivo ao esporte, traz mais fãs, mais receita, contratos de televisão melhores, seja lá o que for. Se isso fizer o bolo ficar maior, eu preferiria ter um 11º de um bolo que é mil vezes maior do que um décimo de um que é cem vezes.”

“Mas em última análise, as equipes não têm voto nessa questão, então precisamos depender da Formula 1 e da FIA para tomar a decisão sobre se acham que é algo positivo. Acho que todos têm uma opinião, mas nem todos estão tão informados sobre qual é realmente a proposta”, encerrou Brown.