F1: Bortoleto diz que concorrentes o respeitam na pista

A evolução de Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 passa também pela forma como encara as disputas roda a roda no. Em sua segunda temporada como titular, o brasileiro afirmou que sente respeito dos adversários nas batalhas na pista, mesmo em confrontos levados ao limite.

O piloto da Audi destacou que o ambiente atual da F1 permite corridas agressivas sem ultrapassar o limite da lealdade esportiva. Segundo ele, os competidores conseguem disputar posições de maneira intensa sem transformar os duelos em conflitos pessoais.

Em entrevista ao podcast Pitstop, Bortoleto comentou sobre a relação com Oliver Bearman, piloto da Haas e antigo rival das categorias de base. Os dois estrearam na Fórmula 1 em 2025 e mantêm amizade fora das pistas, algo que, de acordo com o brasileiro, não interfere na competitividade durante as corridas.

Questionado se ainda sairia para jantar com Bearman após um eventual toque entre os dois, Bortoleto respondeu de maneira descontraída: “No mesmo dia não”, afirmou antes de explicar que esse tipo de situação faz parte do automobilismo. “Ele sempre é justo comigo quando competimos e eu sou justo com ele. Se ele comete um erro, ou eu, e em algum momento isso vai acontecer porque continuaremos lutando, nós iremos bater, é inevitável. Isso acontece, é parte do nosso trabalho. Não significa que ele fez de propósito, ou eu”, disse ele.

O brasileiro também destacou a importância de separar a rivalidade profissional da convivência pessoal: “Precisamos separar a vida profissional e a pessoal”, comentou o piloto da Audi ao falar sobre a convivência entre os pilotos fora das pistas.

Gabriel Bortoleto (BRA) Audi F1 Team R26.
Foto: XPB Images

Bortoleto explicou ainda que procura manter a mesma postura independentemente do adversário que está disputando posição. Apesar disso, reconheceu que alguns pilotos exigem uma abordagem mais firme durante os duelos: “Alguns são mais difíceis, então você também é mais duro com eles, os coloca no lugar. Porém, atualmente na F1, não tenho muito isso com ninguém. Acho que todos me respeitam na pista e eu respeito todo mundo”, acrescentou.

Encerrando o tema, o brasileiro destacou que o nível técnico dos pilotos da categoria, permite disputas intensas sem contato na maioria das vezes: “Nós competimos duro. Não é como se eu deixasse um espaço enorme para não bater, competimos no limite. Mas na F1 eles são talentosos o suficiente para ir ao limite e não se bater. Eu acho divertido e não corro diferente porque é o Ollie, o Max (Verstappen) ou qualquer um. É sempre no limite e essa é a parte divertida do nosso trabalho”, completou.