A Audi enfrentou um final de semana extremamente complicado no GP de Miami de Fórmula 1, marcado por diversos problemas técnicos nos carros de Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg. A sequência de falhas deixou a equipe sem pontos pela terceira etapa consecutiva na temporada.
Mesmo conseguindo um desempenho promissor na classificação Sprint, com Hulkenberg em 11º e Bortoleto em 12º, a Audi viu os problemas surgirem rapidamente. O alemão sequer conseguiu largar na corrida Sprint depois que seu carro pegou fogo devido a um vazamento, enquanto o brasileiro terminou em 11º, mas acabou desclassificado por uma irregularidade na pressão de admissão de ar.
Antes da sessão de classificação para o GP de domingo, a equipe precisou trocar os dois câmbios e também a unidade de potência do carro de Hulkenberg. Mesmo assim, o veterano conseguiu avançar ao 11º lugar no grid, enquanto Bortoleto sofreu com um problema nos freios e terminou apenas em 22º.
No GP, Hulkenberg abandonou após apenas sete voltas depois de um toque com Carlos Sainz na curva 1 e um problema técnico não especificado. Já Bortoleto conseguiu se recuperar durante a prova e terminou em 12º, ficando treze segundos distante da zona de pontuação.

O brasileiro admitiu que a equipe ainda vive um período de aprendizado com o novo regulamento técnico, e destacou que os problemas enfrentados em Miami foram todos diferentes entre si: “Não acho que tivemos um único problema igual ao outro. Tivemos muitos, para ser sincero, neste fim de semana”, disse ele.
Bortoleto também destacou a desvantagem da Audi em comparação com fabricantes mais experientes: “Somos um novo fabricante de motores. Temos apenas dois carros. Existem fabricantes rodando com oito carros usando a mesma unidade de potência. Precisamos ser pacientes. Quando tudo estiver resolvido, tenho certeza de que será bom”, acrescentou.
O diretor de corrida da equipe, Allan McNish, explicou que o abandono de Hulkenberg na corrida aconteceu por superaquecimento no sistema de transmissão e indicou que a falha provavelmente não estava ligada aos problemas anteriores. Ele também reconheceu a frustração de não conseguir colocar os dois carros no grid da corrida Sprint.
“Precisamos de confiabilidade. Depois disso, poderemos desenvolver outras áreas também. Esse é claramente o foco número um”, afirmou McNish. O dirigente também destacou que outros fabricantes de unidades de potência enfrentam dificuldades, mas admitiu que a Audi precisa evoluir rapidamente, principalmente porque completou apenas 331 das 524 voltas possíveis até agora na temporada.
