Mattia Binotto fez um balanço de onde a Audi está no momento na Fórmula 1 em comparação com a Mercedes e Ferrari em 2026. Sobre a unidade de potência, o dirigente reconheceu que o trabalho não será do dia para a noite para atingir o nível das adversárias.
O time alemão se juntou ao grid neste ano após assumir a operação da Sauber. Com um novo regulamento, é a montadora quem desenvolveu seu próprio motor e, como era esperado, ainda não está entregando o máximo de desempenho, apesar de ter conseguido pontuar com Gabriel Bortoleto no GP da Austrália, abertura do campeonato.
Então, em relação à desvantagem que tem em comparação com Mercedes e Ferrari, o dirigente apontou que não é apenas algo relacionado ao desempenho, mas inúmeras áreas que precisam ser abordadas, reconhecendo que não é algo a ser feito do dia para a noite.

“Não se trata apenas de potência. Trata-se de eficiência energética, aproveitamento da energia, mas também da dirigibilidade do próprio motor. Quando falamos de dirigibilidade, também nos referimos à troca de marchas, que está muito brusca para nós no momento”, disse.
“O carro é instável na frenagem, instável na aceleração devido à brusquidão da troca de marchas. Talvez a relação de transmissão não esteja correta. Há muito a ser feito em termos de dirigibilidade, tanto quanto em termos de desempenho puro. Acho que, se somarmos os dois fatores, entre desempenho e dirigibilidade, podemos chegar a 1s por volta. Acredito que fizemos um bom trabalho com o carro em si, em termos de chassi. A maior parte da diferença vem da unidade de potência. Vamos conseguir”, seguiu.
