Mesmo após ajustes no regulamento do próximo ano, o formato atual da Fórmula 1 continua dividindo opiniões entre equipes, pilotos e dirigentes. Por isso, o possível retorno dos motores V8 ganhou força nos bastidores da categoria.
O presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Mohammed Ben Sulayem, afirmou que os motores V8 com mínima eletrificação “estão voltando”, com meta para 2030 ou, no máximo, 2031. Red Bull, Ford e General Motors seriam favoráveis à ideia. A última temporada da F1 com motores V8 aconteceu em 2013, antes da era turbo-híbrida.
Durante o GP de Miami, a FIA confirmou pequenos ajustes no regulamento de 2026 para incentivar uma pilotagem mais agressiva no classificatório e resolver questões de segurança. Mesmo assim, muitos pilotos consideraram as mudanças insuficientes. Depois disso, a entidade anunciou um acordo para alterar a proporção entre potência elétrica e combustão interna dos motores visando 2027.
Em meio às discussões, o chefe e CEO da Audi na F1, Mattia Binotto, defendeu o atual formato e afirmou que o cenário não deve ser visto de forma tão negativa: “Primeiro, devo dizer quais são os comentários dos nossos pilotos. Nossos pilotos estão gostando do formato atual e acho que foi uma grande mudança em relação ao passado”, afirmou.

“Mas, no geral, acho que, se você olhar e assistir às corridas, para os fãs também tem sido um grande espetáculo. Ultrapassagens desde a primeira corrida, disputas acirradas.”
Binotto também destacou a importância tecnológica da categoria: “Acho que o formato é ótimo e a F1 continua sendo uma plataforma para inovação na vanguarda da tecnologia.”
O dirigente ainda reforçou que não vê motivos para tanto pessimismo em relação ao regulamento atual. “No geral, acho que é um bom formato. Talvez façamos mais no futuro, mas também devemos ser positivos sobre o que podemos ver.”
Já o chefe da Ferrari, Fred Vasseur, afirmou que o modelo de gerenciamento de energia da F1 2026 é menos artificial do que o antigo sistema de DRS: “Sinceramente, tivemos boas corridas, muitas ultrapassagens”, disse. “O DRS era só apertar um botão. Hoje, é gerenciamento de energia e isso vem dos pilotos ou da equipe. Não é nada artificial. Desde o início, temos um parâmetro em mente: também reduzir o orçamento absurdo do motor. E isso é para o benefício da F1.”
