A definição sobre possíveis mudanças no cronograma de atualizações de motores da Fórmula 1 deve sair na próxima semana, em meio a discussões entre equipes, FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a própria categoria. Nos bastidores, cresce a possibilidade de antecipação da primeira janela do sistema ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização).
A necessidade de ajuste surgiu após alterações no calendário. Com o cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, o primeiro ponto de análise — que inicialmente aconteceria após o GP de Miami — acabou sendo empurrado para junho. Fontes apontam que essa avaliação pode ocorrer após o GP do Canadá, e não mais depois do GP de Mônaco, como vinha sendo considerado.

Pelas regras do ADUO, fabricantes que estiverem mais de dois por cento abaixo do motor de referência do grid podem introduzir atualizações ao longo da temporada. A expectativa era de que o tema fosse abordado na reunião de segunda-feira entre dirigentes da F1 e a FIA, mas o comunicado oficial não mencionou o assunto.
Caso a mudança seja confirmada, a Mercedes pode ser uma das afetadas, já que tenta manter sua vantagem técnica. Por outro lado, Ferrari, Red Bull e Audi ainda precisam ter o desempenho avaliado dentro do critério estabelecido para saber se poderão evoluir seus motores. No cenário atual, a Honda desponta como a principal candidata a receber autorização para modificações.
