A Audi enfrenta um dos maiores desafios de sua história, com a entrada na Fórmula 1 após assumir integralmente a Sauber, com o diretor da equipe, Mattia Binotto, revelando que a equipe tem uma ‘lista muito longa’ de problemas para resolver após o shakedown de pré-temporada em Barcelona. A equipe completou 240 voltas durante os três dias de testes, mas tanto Nico Hulkenberg quanto Gabriel Bortoleto, enfrentaram problemas com o R26, incluindo uma parada na pista de Bortoleto.
Mesmo não sendo a única nova fabricante de unidades de potência no grid de 2026, já que a Red Bull Powertrains-Ford também está estreando, a Audi é a única equipe a operar seu próprio motor, o que traz a vantagem de coletar dados exclusivos. Binotto, no entanto, reconheceu que a quantidade de desafios técnicos encontrados pela equipe é considerável.
“É um trabalho enorme para toda a equipe, para os pilotos, para os engenheiros que estão em casa corrigindo todos os problemas de design e operação, seja o que for que encontramos”, explicou Binotto. “Para nós, não deixamos pedra sobre pedra, e precisamos gerenciar e corrigir todos os detalhes. Temos uma lista muito longa, uma lista realmente muito longa”, disse ele.
Apesar das dificuldades, Binotto se mostrou otimista: “Nunca vi uma lista tão longa, mas acho que isso é ótimo porque a equipe está muito comprometida e disposta a evoluir e chegar no Bahrein em uma condição melhor. Há muito o que construir, muito para crescer, mas os três dias de testes foram muito, muito importantes”, acrescentou.

O diretor da Audi F1 também destacou a importância da confiabilidade, embora tenha esclarecido que os problemas encontrados foram pequenos e não muito dramáticos: “A confiabilidade é sempre muito crítica, mas tivemos vários pequenos problemas. Não dramáticos, mas há muitos aspectos positivos olhando para o futuro”, completou Binotto.
Esse trabalho da Audi está apenas começando, e a equipe segue empenhada em resolver os problemas antes dos testes no Bahrein, em fevereiro, sabendo que a experiência adquirida ao longo do caminho será fundamental para o desenvolvimento futuro do motor R26 e do time na Fórmula 1.
