A Audi reconheceu que enfrenta um problema importante na temporada 2026 da Fórmula 1, e admitiu que não há solução rápida à vista. A equipe alemã tem sofrido com largadas ruins e indicou que o problema deve continuar afetando seu desempenho no curto prazo.
Essa situação ficou evidente novamente no GP do Japão, quando Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto perderam posições logo após a largada. Enquanto a Ferrari tem se destacado com as melhores largadas do grid em 2026, a Audi tem apresentado algumas das piores performances nesse aspecto.
Bortoleto comentou as dificuldades enfrentadas pela equipe e admitiu que a largada continua sendo um ponto crítico: “A largada não foi boa, é algo que sabemos que precisamos trabalhar como equipe. Tanto Nico quanto eu perdemos muitas posições e depois tivemos alguns problemas durante a corrida, e eu não pude fazer muita coisa”, afirmou o brasileiro.
O jovem piloto também destacou que o procedimento não difere muito dos concorrentes, mas que algumas equipes evoluíram mais nesse aspecto: “O procedimento é muito parecido com o de todos. Acho que há equipes que desenvolveram o carro de uma maneira diferente para ter largadas melhores. Tem sido terrível até agora. Sabemos que é difícil para nós e precisamos melhorar nisso”.
Mesmo com uma pausa forçada de cinco semanas no calendário da F1 em abril, Bortoleto não vê uma solução imediata: “Podemos melhorar um pouco, mas não no curto prazo para chegar nas Ferraris. Acho que também será muito difícil com a Mercedes. Ainda vamos sofrer um pouco”, acrescentou.
O chefe interino da equipe, Mattia Binotto, também reconheceu o problema e admitiu que a questão não é simples de resolver: “Foi uma largada ruim, e não é a primeira vez, então certamente não é nossa força. No momento, a razão de não termos resolvido isso ainda é porque não é algo óbvio de corrigir”, afirmou.

Além das largadas, a Audi também reconhece que sua unidade de potência ainda precisa evoluir. Binotto explicou que a maior parte da diferença para as equipes líderes vem justamente do motor, algo que já era esperado desde o início do projeto: “Avaliamos que grande parte da diferença para as equipes de ponta vem da unidade de potência, o que não é inesperado. Sabíamos que seria o maior desafio”.
Mesmo assim, o dirigente deixou claro que o progresso levará tempo e afastou qualquer expectativa de solução imediata: “Somos muito ambiciosos e gostaríamos de ver as coisas resolvidas em algumas corridas, mas às vezes não é o caso. Milagres não são possíveis. Não estamos aqui para criar milagres, mas para ter planos adequados para melhorar no futuro”, concluiu o dirigente italiano.
