Aston Martin reafirmou o apoio a Adrian Newey, apesar de especulações sobre uma possível troca no comando da equipe após um início de temporada 2026 difícil. Newey acumula as funções de chefe de equipe e parceiro técnico, posição que assumiu em janeiro, mas que tem sido questionada diante do desempenho abaixo do esperado na atual temporada da Fórmula 1.
Informações recentes sugeriam que Jonathan Wheatley, agora ex-Audi, poderia assumir o cargo de chefe de equipe, permitindo que Newey se concentrasse exclusivamente no desenvolvimento técnico, área em que é considerado um gênio e responsável por diversos carros campeões.
Lawrence Stroll, proprietário da equipe, afirmou: “Newey é meu parceiro e um acionista importante. Não adotamos a estrutura tradicional de chefe de equipe e isso é intencional”. Em um comunicado a equipe acrescentou: “Adrian Newey continua liderando como chefe de equipe e parceiro técnico. Não vamos nos engajar em especulações da mídia sobre a liderança sênior do time”.
Apesar da defesa, a questão permanece: Será que o modelo não convencional de Aston Martin é o mais adequado? Até agora, nenhum dos carros da equipe conseguiu completar uma corrida, com problemas persistentes na unidade de potência Honda.

Wheatley, que trabalhou duas décadas ao lado de Newey na Red Bull Racing, surge como candidato natural, mas outras opções também foram cogitadas, como Andreas Seidl (ex-chefe da McLaren), Christian Horner (ex-chefe da Red Bull Racing) e Gianpiero Lambiase, (engenheiro de corrida de Max Verstappen). Com finanças não sendo um problema, Stroll poderia até avaliar nomes de outras equipes de ponta, como Andrea Stella, que levou a McLaren a dois títulos de construtores e um de pilotos nos últimos dois anos.
A Aston Martin segue, portanto, com Newey à frente do time britânico, mas a estrutura e os resultados iniciais da temporada, mantêm o debate sobre a melhor forma de liderança utilizada pelas equipes na Fórmula 1.
