F1: Aston Martin larga no fim do grid em Suzuka após Q1 complicado

A Aston Martin teve uma sessão de classificação difícil para o GP do Japão de Fórmula 1, com seus dois pilotos eliminados ainda no Q1 e ocupando as últimas posições no grid de largada em Suzuka. Fernando Alonso terminou apenas em P21, enquanto Lance Stroll ficou em P22, evidenciando as atuais limitações da equipe.

O resultado reforça o momento complicado vivido pela equipe britânica, que reconhece estar abaixo do desempenho esperado. Apesar disso, o foco agora passa a ser pelo menos completar a corrida e continuar coletando dados para entender melhor o comportamento do carro.

Alonso destacou que o circuito japonês expôs claramente as dificuldades do carro: “Uma sessão de classificação difícil para nós hoje aqui em Suzuka. Este circuito expõe nossas limitações atuais e isso ficou claro na pista”, afirmou o espanhol. Mesmo com a eliminação precoce, o bicampeão destacou a importância do trabalho realizado ao longo das sessões.

“Mesmo saindo no Q1, conseguimos acumular quilometragem ao longo das sessões de treinos livres, o que é importante para coletar dados e entender melhor o carro. Eu sempre gosto de pilotar aqui, então amanhã vamos tentar maximizar tudo e ver o que for possível”, acrescentou Alonso, demonstrando um otimismo moderado para a corrida.

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team.
Foto: XPB Images

Do outro lado da garagem, Stroll explicou que enfrentou problemas técnicos na tentativa final no Q1: “Tive alguns problemas de gerenciamento de energia na última volta do Q1 e perdi alguns décimos ali, então vou largar do fundo do grid amanhã”, disse o canadense. Ele também deixou claro que a prioridade será a confiabilidade.

“O objetivo para a corrida é ver a bandeirada e cruzar a linha de chegada, então nosso foco continua sendo a confiabilidade até resolvermos nossos problemas atuais. Temos uma boa ideia das áreas em que precisamos trabalhar nos próximos meses e sabemos que não será uma solução imediata”, afirmou Stroll.

Mike Krack, diretor da equipe, reconheceu que já era esperado que o fim de semana fosse desafiador no Japão: “Sabemos que nosso desempenho não está onde deveria e este sempre seria um final de semana difícil”, afirmou.

Ainda assim, ele destacou o empenho dos pilotos e pequenas evoluções obtidas: “Lance e Fernando pressionaram forte na sessão de classificação, completando três voltas cada no Q1. Embora não tenhamos avançado ao Q2, fizemos melhorias incrementais e estamos em melhor situação em comparação com sexta-feira”, acrescentou.

Com isso, a Aston Martin entra na corrida de domingo com expectativas modestas, priorizando completar a prova e consolidar a confiabilidade do carro: “O foco agora é completar a distância da corrida e continuar construindo sobre a confiabilidade que mostramos antes da prova”, concluiu Krack.