A Aston Martin deu um pequeno passo à frente na temporada 2026 da Fórmula 1, ao completar sua primeira corrida do ano no GP do Japão. Apesar do resultado discreto, a equipe destacou o avanço como importante após um início de campeonato marcado por dificuldades técnicas.
Fernando Alonso foi o responsável por levar o carro até a bandeirada, terminando na 18ª posição, enquanto o companheiro de equipe Lance Stroll abandonou a prova devido a um problema de pressão de água. Ainda assim, o simples fato de completar a distância total do GP já foi considerado um progresso relevante.
Antes do início da temporada, o chefe da equipe, Adrian Newey, havia revelado que as vibrações da unidade de potência Honda impediam que os carros completassem uma corrida. Após a implementação de contramedidas, a equipe finalmente conseguiu superar essa limitação durante a etapa em Suzuka.
O chefe de operações de pista, Mike Krack, reconheceu que o avanço não é motivo de celebração, mas destacou a importância do momento: “O clima na equipe não é de comemoração, isso está claro, mas quando olhamos para Melbourne, falávamos em fazer seis voltas, e em Xangai conseguimos completar as sessões, mas com muito trabalho”, afirmou.
Krack explicou que, no Japão, a situação foi diferente e permitiu uma preparação mais normal: “Isso não aconteceu aqui, então os carros puderam ser preparados normalmente entre as sessões, e nosso objetivo modesto era terminar a corrida com ambos os carros. Conseguimos com um, então é um pequeno passo, com muitos outros ainda por dar”, disse ele.

O dirigente também destacou que a equipe precisa manter o foco e evitar desânimo diante das dificuldades: “Como equipe, você não pode se destruir. Estamos em uma situação difícil e precisamos tirar os pontos positivos”.
Apesar do avanço, Krack reconheceu que completar corridas deveria ser algo normal, não um motivo de destaque: “Conseguimos terminar uma corrida na Fórmula 1, o que deveria ser o normal, não algo a comemorar, mas precisamos reconhecer que essa é a situação em que estamos”, acrescentou.
Por fim, o dirigente elogiou o esforço coletivo para alcançar esse pequeno progresso: “Precisamos aceitar isso e trabalhar para sair dessa situação, e o mérito vai para todos na pista, em Sakura e em Silverstone, pela persistência para alcançar esses primeiros passos”, completou.
