A Aston Martin segue tentando superar um início difícil de temporada na Fórmula 1 ao lado da Honda. A equipe começou a apresentar evolução gradual ao longo das últimas corridas, conseguindo finalizar pela primeira vez, em Miami, uma corrida com seus dois carros. Antes do GP do Canadá, o engenheiro-chefe de pista da Honda, Shintaro Orihana, afirmou que o foco em Montreal será melhorar a confiança de Fernando Alonso e Lance Stroll no carro:
“No GP de Miami, confirmamos as melhorias na vibração da bateria e a confiabilidade geral da unidade de potência. Também foi uma oportunidade fundamental para aprendermos sobre a gestão de energia sob as novas regulamentações de 2026, e isso continuará no Canadá”, disse. Segundo Orihana, a equipe quer melhorar a dirigibilidade e o gerenciamento de energia para ajudar os pilotos a carregarem mais velocidade nas curvas.

Depois da corrida em Miami, Alonso também explicou a estratégia da equipe: “A equipe me explicou que, se trouxermos um ou dois décimos por corrida, isso não muda nossa posição: continuamos P20 ou P19, e o carro seguinte está um segundo à frente. Então, mesmo que tragamos dois décimos por corrida, nossa posição não muda, e isso gera um enorme estresse no sistema, no teto orçamentário e coisas do tipo. Até que não tenhamos uma melhora de um segundo e meio ou dois, é melhor não apertar o botão na produção, porque desperdiçamos dinheiro.”
A Aston Martin ainda pode ganhar uma vantagem importante no desenvolvimento. Caso a Honda esteja mais de 2% atrás da concorrência, a fabricante poderá receber pelo menos 70 horas extras de desenvolvimento por meio das Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO), cujo primeiro ponto de verificação acontecerá após o GP do Canadá.
