F1: Aston Martin ainda deve ter problemas com motor Honda no GP da China

A Aston Martin se prepara para mais um final de semana complicado no GP da China de Fórmula 1, em Shanghai, diante dos problemas persistentes com a unidade de potência fornecida pela Honda. A montadora japonesa confirmou que suas medidas para eliminar as vibrações do motor, só estarão disponíveis a tempo do GP do Japão em Suzuka, entre os dias 27 e 29 de março.

Durante o GP da Austrália no último fim de semana, a equipe britânica enfrentou sérias dificuldades. Lance Stroll não conseguiu participar da sessão de classificação devido às falhas no motor, enquanto Fernando Alonso precisou abandonar a corrida após 21 voltas e Stroll após 43. A situação se agravou com a necessidade de pit stops prolongados para ajustes de última hora, colocando os pilotos em risco de danos permanentes nos nervos das mãos, devido às fortes vibrações transmitidas pelo volante.

“Neste momento, ainda não decidimos onde vamos, mas primeiro queremos implementar totalmente as medidas contra vibrações antes de Suzuka e chegar ao ponto em que possamos usar a unidade de potência sem problemas”, afirmou Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, à Autosport Japan.

F1: Aston Martin ainda deve ter problemas com motor Honda no GP da China
Foto: XPB Images

Watanabe destacou que a colaboração entre Honda e Aston Martin precisa evoluir: “A relação atual não pode continuar como está. Precisamos acelerar o desenvolvimento, e isso não significa apenas aumentar a potência do motor. É sobre como desenvolver e acelerar como um só time com o carro”, acrescentou.

O dirigente também afirmou, que esforços estão sendo feitos para reforçar a equipe e alinhar autoridade e responsabilidades entre as instalações da Honda em Sakura e a sede da Aston Martin em Silverstone, garantindo uma integração mais eficiente na preparação para as próximas corridas.

Com a chegada de um fim de semana com corrida Sprint na China, com apenas uma sessão de treinos livres, a Aston Martin deve enfrentar desafios semelhantes aos da Austrália, tornando o GP em Shanghai um novo duro teste para a equipe e seus pilotos.