F1: Aston Martin admite falta de ritmo após GP do Canadá

A Aston Martin viveu mais um fim de semana complicado na Fórmula 1 e saiu do GP do Canadá sem pontos em Montreal. Fernando Alonso abandonou a corrida por um problema no cockpit, enquanto Lance Stroll terminou apenas na 15ª posição após enfrentar dificuldades de desempenho durante toda a prova.

O resultado aumentou a preocupação da equipe britânica com a falta de competitividade do carro. Tanto os pilotos quanto a direção, reconheceram que a Aston Martin ainda está distante do nível necessário para brigar de forma consistente na zona de pontuação.

Stroll destacou que a equipe sofreu principalmente para aquecer os pneus nas condições frias e instáveis do circuito canadense: “Não conseguimos colocar a temperatura necessária nos pneus e tivemos muita falta de aderência durante toda a corrida”, afirmou o canadense.

Além dos problemas de aderência, o piloto canadense também reclamou da velocidade nas retas: “Também não tínhamos o ritmo necessário nas retas. O desempenho do carro não está onde precisamos e ainda existe muito trabalho para chegarmos lá”, disse ele.

Lance Stroll (CDN) Aston Martin F1 Team AMR26.
Foto: XPB Images

Por outro lado, Alonso avaliou que a Aston Martin teve um início promissor antes do abandono. O espanhol afirmou que a escolha pelos pneus macios na largada foi correta, especialmente porque alguns adversários que apostaram nos intermediários precisaram parar cedo nos boxes.

“Tivemos uma boa largada e estávamos brigando pelas posições do top 10. Fizemos a escolha certa começando com os pneus macios”, comentou o bicampeão. No entanto, a corrida terminou antes da metade após um problema no assento do carro. “Tivemos um problema com o banco durante a prova, então decidimos abandonar porque a situação estava desconfortável no cockpit”, explicou.

Mesmo com o abandono, Alonso enxergou sinais positivos no desempenho da equipe em comparação com Miami, usando o mesmo pacote aerodinâmico. Segundo ele, a expectativa é de evolução apenas quando novas atualizações chegarem mais perto das férias da categoria.

O diretor da equipe, Mike Krack, admitiu que a Aston Martin simplesmente não possui ritmo suficiente neste momento da temporada: “Fizemos uma largada razoável com os dois pilotos ganhando posições nas primeiras voltas, mas foi difícil permanecer ali, especialmente quando a ameaça de chuva diminuiu”, afirmou.

Krack explicou ainda que Stroll completou uma corrida convencional de duas paradas usando pneus macios e médios, terminando à frente de Valtteri Bottas da Cadillac. O dirigente reconheceu que a posição final reflete o nível atual da equipe e afirmou que a Aston Martin seguirá trabalhando para otimizar o pacote até a chegada de novas atualizações.