Carlos Sainz defendeu que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Formula One Management (FOM) mantenham a “mente aberta” para possíveis ajustes nas regras de gerenciamento de energia da Fórmula 1 após as primeiras avaliações da temporada 2026.
O novo regulamento traz divisão de 50% na geração de energia entre o motor de combustão interna e as baterias, que passarão a produzir 350 kW. A mudança faz com pilotos quem os pilotos tenham que aliviar o ritmo em determinados trechos da pista. Max Verstappen foi um do maiores críticos e comparou os carros atuais a uma Fórmula E “com esteroides”.

“Melbourne será mais desafiador, com certeza, mas não posso dizer o quanto, porque não estive no simulador com o que vamos encontrar em Melbourne”, disse Sainz à imprensa. “Minha mensagem para a FOM e para a FIA é que, no início do ano, precisamos manter a mente aberta, caso os regulamentos que criamos sejam talvez exagerados na quantidade de recuperação e uso de energia por volta.”
O piloto da Williams admitiu que ajustes podem ser necessários diante da dimensão da mudança técnica. “Acho que talvez precisemos ajustar um pouco os regulamentos, e é justo dizer que não é fácil, porque é uma mudança tão grande. Acho que ninguém sabia como prever quanta downforce e arrasto o carro teria, e qual seria o nível de uso de energia que as equipes encontrariam.”
“Meu único pedido seria mantermos a mente aberta, caso precisemos ajustar ou modificar algo para tornar a categoria e o espetáculo ainda melhores. Essa é minha única mensagem. Acho que devemos começar flexíveis, em vez de nos comprometermos com um nível específico de gerenciamento de energia”, concluiu o espanhol, que é uma das vozes ativas na GPDA, a associação dos pilotos.
