F1: Alpine pode se tornar “equipe B” da Mercedes

Toto Wolff, chefe da Mercedes na Fórmula 1, está à frente de uma oferta para adquirir 24% da Alpine. O movimento começa a preocupar as equipes clientes da montadora alemã, que fornece motores para McLaren e Williams. Elas temem ser afetadas por uma possível “prioridade” do time francês.

O início da temporada de 2026 não tem sido fácil para McLaren e Williams. Ambas as equipes enfrentam dificuldades com o desempenho das unidades híbridas de 1.6 litro, especialmente na gestão da distribuição de energia, ponto crítico para extrair velocidade nas retas. No GP da China, a McLaren não conseguiu colocar seus dois carros em pista, uma situação completamente incomum para a equipe.

Toto Wolff (GER) Mercedes AMG F1 Shareholder and Executive Director.
Foto: XPB Images

Se a operação de Wolff for bem-sucedida, a Alpine poderia se tornar uma espécie de “equipe B” da Mercedes, com acesso a recursos que não estariam disponíveis para os clientes atuais. O modelo lembra a estratégia da Red Bull, que utiliza equipes satélites para desenvolver jovens pilotos e testar soluções técnicas, como a Racing Bulls.

A movimentação coloca McLaren e Williams em posição delicada: terão acesso à melhor unidade de potência do grid, mas poderão enfrentar limitações no desempenho em comparação à Alpine. Para Wolff, a negociação representa uma oportunidade de fortalecer a presença da Mercedes na F1 e ganhar vantagem sobre Red Bull e Ferrari.