F1: Alonso minimiza impacto das vibrações e manda recado após problema na Aston Martin

Espanhol afirma que limitação não impediria corrida completa, mas cobra solução para falha do motor Honda

Fernando Alonso tratou de minimizar as preocupações em torno das limitações do novo carro da Aston Martin para a temporada 2026 da Fórmula 1, mas deixou claro que a equipe precisa encontrar uma solução rápida para os problemas identificados no início do campeonato.

Durante a pré-temporada, surgiram relatos de que os pilotos da equipe poderiam estar limitados a stints de cerca de 25 voltas no Grande Prêmio da Austrália devido às fortes vibrações geradas pela nova unidade de potência da Honda. Segundo informações iniciais divulgadas pela equipe, a frequência dessas vibrações poderia causar desconforto físico nos pilotos e até risco de danos mais severos caso a exposição fosse prolongada.

A declaração ganhou repercussão após o chefe técnico da equipe, Adrian Newey, mencionar que Alonso havia citado esse limite de 25 voltas. O próprio piloto, no entanto, tratou de contextualizar a situação.

“Não é tão doloroso. Não é difícil controlar o carro”, afirmou Alonso. “A adrenalina é muito maior do que qualquer dor. Se estivéssemos lutando pela vitória, poderíamos ficar três horas dentro do carro.”

O espanhol explicou que a sensação provocada pelas vibrações aparece após cerca de 20 a 25 minutos de pilotagem contínua, causando uma leve dormência nas mãos ou nos pés.

“Você sente um pouco de dormência, acho que essa é a palavra, nas mãos ou nos pés. É algo incomum e não deveria estar ali. Também não sabemos quais seriam as consequências se continuássemos pilotando assim por meses. Uma solução precisa ser implementada.”

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team.
Foto: XPB Images

Os problemas estão ligados principalmente às vibrações do novo motor, que estariam afetando não apenas o piloto, mas também componentes internos do AMR26, incluindo o sistema híbrido e o armazenamento de energia integrado ao chassi.

O início de temporada tem sido desafiador para a Aston Martin. O carro chegou atrasado aos testes e enfrentou dificuldades de confiabilidade, completando poucas voltas por vez antes de apresentar falhas. A situação também colocou pressão sobre a nova parceria com a Honda, que voltou a fornecer unidades de potência para a equipe.

Apesar das dificuldades, Alonso demonstrou confiança de que o problema será resolvido.

“As vibrações do motor estão afetando um pouco os componentes do carro”, explicou. “Mas todos os dias em Sakura eles estão trabalhando para encontrar soluções. Desde o Bahrein já tivemos alguns testes e algumas mudanças foram implementadas no carro.”

“Tenho 100% de confiança de que a Honda vai resolver isso, porque já fez isso no passado. Eles sempre foram competitivos e continuarão sendo um dos grandes motores da Fórmula 1.”

Mesmo com os ajustes testados até agora, fontes indicam que o problema ainda não foi completamente solucionado. Embora melhorias tenham sido feitas na robustez do sistema híbrido, a origem das vibrações no motor de combustão ainda não foi totalmente identificada, e o propulsor ainda não pode operar em rotações máximas.