Fernando Alonso esclareceu os motivos por trás de seu GP da Austrália de Fórmula 1 conturbado, afirmando que dois problemas distintos no Aston Martin, equipada com motor Honda, foram responsáveis pelas paradas durante a corrida, e não as vibrações da bateria. Ainda assim, ele admitiu que o problema das vibrações continua, pois o isolamento da bateria precisa ser feita de forma diferente.
O fim de semana em Melbourne foi difícil para a Aston Martin e a Honda: Alonso precisou abandonar, enquanto Lance Stroll terminou onze voltas atrás. Os dois carros passaram algum tempo nos boxes ao longo da corrida, evidenciando uma tarde complicada para a equipe baseada em Silverstone.
Alonso largou em 17º, mas teve uma largada impressionante que o colocou em 10º nas duas primeiras voltas, posição que manteve enquanto outros pilotos enfrentavam dificuldades. No entanto, rapidamente caiu novamente para 17º. A corrida parecia ter acabado para ele na volta quinze, quando entrou nos boxes, só retornando à pista depois, onze voltas atrás.
Mais tarde, Alonso voltou novamente aos boxes e o carro foi retirado da prova para ‘preservar componentes’.
A parada de onze voltas gerou especulações de que Alonso teria parado para descansar, já que havia comentado antes do GP que suas mãos tinham ficado ‘um pouco dormentes’ durante os testes após apenas 25 minutos ao volante. Contudo, o espanhol esclareceu que a primeira parada foi causada por um problema no carro, seguido por outro ao retornar à pista.
“Definitivamente, a largada e as duas primeiras voltas foram a parte mais divertida da corrida”, afirmou Alonso. “O 10º lugar por duas voltas foi inesperado, mas a largada não é nosso problema. Enquanto outros enfrentavam dificuldades com o turbo ou o que quer que tivessem, para nós a primeira volta foi limpa. Depois caí para 17º e tivemos um pequeno problema nos dados que nos obrigou a parar o carro. Pensamos que havíamos resolvido, voltamos à pista e outro problema apareceu, então tivemos que parar novamente”, disse ele.

O espanhol também destacou que as vibrações ainda incomodam: “A sensação dentro do carro é a mesma do Bahrein. Não é o melhor sentimento pilotar com esse nível de vibração. A Honda acha que as vibrações na bateria foram bastante reduzidas desde o Bahrein com algumas modificações, mas isso ainda não aconteceu no chassi, porque eles precisam isolar a bateria de outra forma. Vai levar um pouco mais de tempo, mas tentamos fazer o máximo e rodar o quanto pudermos para ajudar a equipe”, acrescentou.
Sobre o GP da China no próximo final de semana, Alonso projetou outro período complicado: “Não espero nada diferente, teremos o mesmo carro, a mesma unidade de potência. Então será outro fim de semana difícil. Mas não podemos desistir, precisamos continuar tentando soluções diferentes, especialmente no chassi, tentar entender e melhorar. No pacote em geral, ainda não estamos otimizados em nada por falta de quilometragem. Então a China será outra boa oportunidade”, completou.
