Fernando Alonso fez uma avaliação realista sobre a situação atual da Aston Martin, após mais um dia frustrante de testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein. A equipe, que tem enfrentado uma série de dificuldades, teve uma nova interrupção causada por um problema no motor Honda, a principal falha do dia.
Desde o início dos testes, a Aston Martin completou apenas 394 voltas, considerando o shakedown coletivo em Barcelona e as duas semanas de testes no Bahrein, em que esta sexta-feira (20) é o último dia, colocando a equipe na parte inferior da classificação de quilometragem completada. Tanto Alonso quanto seu companheiro de equipe, Lance Stroll, enfrentaram dificuldades para ter tempo suficiente de pista.
O AMR26, carro projetado com o conceito aerodinâmico agressivo de Adrian Newey, ainda está enfrentando dificuldades, sendo considerado, no melhor cenário, o décimo carro mais rápido da temporada, superando apenas a novata Cadillac. Um dos principais problemas parece estar relacionado à filosofia de resfriamento do carro, que prejudica o novo motor Honda, marca com a qual a Aston Martin iniciou uma parceria este ano.
Alonso, que completou apenas 68 voltas no segundo dia do teste desta semana, foi direto em sua avaliação: “Não foi o dia mais fácil, com algumas interrupções. Era importante acumular quilometragem, mas não foi o suficiente, não conseguimos completar o nosso plano de sessões devido a um problema relacionado ao motor, que causou a interrupção das atividades na tarde de ontem”, disse o bicampeão de Fórmula 1.

Mesmo com essas dificuldades, Alonso demonstrou confiança no trabalho da equipe: “Há muitas coisas que precisamos resolver, mas sei que todos na pista e na fábrica estão trabalhando a 100% para encontrar soluções”, finalizou o experiente piloto espanhol.
Inicialmente, pensava-se que o problema fosse relacionado à transmissão, já que a Aston Martin passou a usar uma caixa de câmbio própria, depois de ter utilizado anteriormente a peça da Mercedes. No entanto, Alonso esclareceu que a origem do problema está no motor Honda. A fabricante japonesa, por sua vez, emitiu uma declaração assumindo a responsabilidade pelos contratempos, e anunciou que a programação de Stroll no último dia de testes seria severamente limitada enquanto tentam resolver os problemas.
Mais cedo, Stroll estimou que o AMR26 estava entre quatro e quatro segundos e meio mais lento que o carro mais rápido no momento. A falta de tempo na pista tem dificultado ainda mais os ajustes no set-up do carro, o que impede a equipe de otimizar o desempenho para o início da temporada que se aproxima, com o GP da Austrália em 08 de março.
