F1: Alonso admite problemas e prevê reação lenta da Aston

A Fórmula 1 expôs fragilidades importantes da Aston Martin neste início de temporada, e Fernando Alonso deixou claro que a equipe ainda enfrenta um cenário instável. O espanhol reconheceu que o time sequer conseguiu ter um fim de semana “normal” até aqui e que os problemas seguem surgindo sem explicação clara.

A situação é preocupante porque afeta diretamente o desenvolvimento do carro e o desempenho na pista. Sem completar sessões de forma consistente, a equipe perde tempo valioso de aprendizado, o que pode atrasar ainda mais qualquer reação no campeonato.

O AMR26 apresentou falhas recorrentes nas duas primeiras etapas da temporada, principalmente relacionadas à unidade de potência fornecida pela Honda. As dificuldades começaram ainda na pré-temporada, quando fortes vibrações limitaram o tempo de pista da equipe, e continuaram nos GPs da Austrália e da China, onde nem Alonso nem seu companheiro de equipe Lance Stroll conseguiram ver a bandeira quadriculada.

Segundo o bicampeão, o cenário ainda é de incerteza dentro da equipe. “É difícil prever. Ainda temos muitos problemas e situações desconhecidas que aparecem de um dia para o outro, então parece que ainda não temos controle sobre tudo isso”, afirmou.

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team.
Foto: XPB Images

Apesar do momento complicado, Alonso demonstrou confiança no trabalho interno. “Estamos pressionando bastante, temos profissionais muito capacitados e talentosos na equipe. Espero que em algumas corridas possamos ter um fim de semana normal, pelo menos em termos de completar voltas e sessões”, acrescentou.

A Honda segue trabalhando para encontrar uma solução que permita ao carro rodar sem interrupções durante um fim de semana completo. Resolver a questão da confiabilidade é visto como o primeiro passo essencial para que a equipe volte a competir em condições mais estáveis.

No entanto, mesmo que esse problema seja resolvido, Alonso reconhece que a Aston Martin ainda terá outro desafio pela frente. O piloto destacou que o desempenho geral do carro também precisa evoluir, algo que depende diretamente do tempo de pista que a equipe não tem conseguido acumular.

“Depois, para sermos competitivos, vai levar mais tempo, porque quando resolvermos a confiabilidade, provavelmente estaremos atrás em termos de potência e outros aspectos”, explicou. “São duas etapas diferentes, e espero que a primeira aconteça em breve.”

Com isso, a Aston Martin encara um início de temporada marcado por dificuldades técnicas e falta de ritmo, enquanto tenta recuperar terreno em um grid cada vez mais competitivo na Fórmula 1.