Alexander Albon acredita que o aparente ‘caos’ observado nas largadas durante os testes da pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein, não deve se repetir quando a categoria chegar ao GP da Austrália, que abra a temporada em 08 de março. O piloto da Williams afirmou que as condições dos testes não refletem com precisão o que acontecerá em uma situação real de corrida.
Durante as sessões no Bahrein, a Fórmula 1 testou um novo procedimento de largada, que incluiu uma segunda volta de formação e um aviso luminoso azul de cinco segundos antes do acionamento das luzes vermelhas. A mudança foi introduzida por questões de segurança e também para permitir que os pilotos ajustassem corretamente o regime do motor, já que os novos carros apresentam características diferentes na saída da imobilidade.
Com a remoção do MGU-H das unidades de potência, a largada depende mais da interação entre o motor a combustão e o turbocompressor, o que gerou preocupações sobre o chamado ‘turbo lag’, especialmente para pilotos que largam nas últimas posições. Nos testes, carros com motores fornecidos pela Ferrari chamaram atenção por apresentarem largadas mais eficientes em comparação com outros concorrentes.
Ainda assim, Albon acredita que as diferenças observadas foram influenciadas por fatores específicos dos testes, como o estado dos pneus: “Não acho que o que estamos vendo (no Bahrein) é realmente o que vai acontecer. Você tem pilotos que estavam terminando stints longos e fazendo largadas de teste com pneus que já estavam muito usados e quentes”, afirmou.

O piloto destacou que isso contribuiu para a impressão de inconsistência nas largadas: “Você vê esse caos de algumas pessoas fazendo boas largadas e outras ruins, mas na verdade, não é tão ruim assim. Quando todos tiverem os mesmos pneus no carro e a mesma volta de formação, vai parecer, talvez não tão suave quanto no ano passado, mas estará tudo bem”, acrescentou.
Nico Hulkenberg também destacou que as largadas ainda são um aspecto em desenvolvimento com o novo regulamento: “É uma das áreas que é bastante diferente em relação ao ano passado e ao passado recente. Ainda é tudo muito novo. Não temos muita experiência, especialmente com uma largada real com todos os carros no grid”, disse o piloto da Audi.
O alemão acrescentou que o processo exigirá adaptação contínua: “É uma área em que ainda há muito a descobrir e melhorar, porque com a geração anterior de unidades de potência tudo era perfeito e suave. Agora é um novo conjunto de regras, e obviamente há muito a explorar”, completou.
