F1: Albon critica fiscalização aleatória pós-corrida e pede checagem em todos os carros

Alex Albon levantou preocupações sobre os procedimentos de fiscalização pós-corrida da FIA, questionando a abordagem aleatória na seleção dos carros para verificações técnicas. O piloto da Williams afirmou que, para garantir um ‘jogo justo’ entre as equipes, seria necessário que todos os carros fossem checados após cada GP, e não apenas uma seleção aleatória.

Essa crítica de Albon surgiu após a desclassificação da McLaren no GP de Las Vegas de Fórmula 1, quando ambos os carros da equipe, de Lando Norris e Oscar Piastri, foram desclassificados por desgaste excessivo nas pranchas do assoalho. No caso de Norris, foram encontradas medições abaixo do limite permitido em duas das pranchas, enquanto Piastri teve três medições ilegais. A McLaren, por sua vez, explicou que o desgaste ocorreu devido a ‘oscilação vertical excessiva’ do carro, causada por um problema de ‘porpoising’, mas garantiu que não houve busca irresponsável por desempenho.

Albon, entretanto, apontou que o uso dos limites de desempenho por parte das equipes é uma prática comum: “Todos nós temos que levar em conta os limites, porque correr com o carro a apenas um milímetro mais baixo aumenta o desempenho”, afirmou o piloto da Williams. Ele destacou ainda que as equipes ajustam constantemente a altura do carro dependendo das condições do vento, o que pode afetar o comportamento do veículo, especialmente em corridas com poucos treinos, como em Las Vegas.

FIA logo
Foto: XPB Images

Essa maior crítica de Albon, no entanto, é a aleatoriedade na escolha dos carros para fiscalização. Ele sugeriu que a FIA deveria revisar todos os carros que completam a corrida: “Eu não gosto de ser aleatório. Eu preferiria que os vinte carros fossem verificados a cada fim de semana para garantir um jogo mais justo. Mas sim, as regras são as regras.” Albon acrescentou.

Com as novas regras para a próxima temporada, Albon acredita que o impacto da fiscalização sobre o desgaste das pranchas será menor, mas ainda assim, o ajuste fino nas condições do carro continuará sendo um fator de performance importante: “Será menos discutido, mas ainda estará lá”, completou.