F1: Ajustes nas regras de motor devem mudar foco no TL1 em Miami

A Fórmula 1 pode ter mudanças importantes na forma como as equipes encaram o GP de Miami. Ajustes na gestão de energia das unidades de potência, estão sendo discutidos e podem alterar significativamente as prioridades do TL1 no final de semana da corrida.

Essas conversas envolvem a FIA, a FOM, equipes e fabricantes de unidade de potência. A expectativa é que decisões sejam tomadas após uma terceira reunião marcada para 20 de abril, com possíveis alterações na forma de recuperação de energia.

A percepção geral é de que o regulamento atual tem potencial para boas corridas, mas ajustes pontuais são considerados necessários. Assim, não são esperadas mudanças radicais, como uma alteração na proporção entre motor a combustão e parte elétrica, mas sim modificações específicas para melhorar a dinâmica de pilotagem.

Uma das principais proposta em discussão, é alterar o limite máximo de energia recuperável de acordo com cada circuito. Atualmente, as regras permitem recuperar 8,5 megajoules por volta, armazenados na bateria de 4MJ e usados como impulso adicional de potência. No entanto, esse cenário levou pilotos a adotarem técnicas incomuns, como lift and coast excessivo, reduções em retas e abordagens mais conservadoras nas curvas.

As críticas dos pilotos já levaram a um teste com redução para 8,0MJ no circuito de Suzuka. Agora, a expectativa é de que esse valor possa cair ainda mais, possivelmente para 5,0 ou 6,0MJ, dependendo das características de cada pista, buscando melhorar a pilotagem sem grande impacto no tempo de volta.

Sem testes prévios disponíveis, o primeiro momento para avaliar essas mudanças pode ser justamente o TL1 em Miami. Isso pode alterar a abordagem habitual das equipes, como explicou Hoagy Nidd, chefe de engenharia de carros da Haas.

F1 2024, Fórmula 1, GP da Hungria, Budapeste, Hungaoring
Foto: XPB Images

“Com as mudanças na gestão de energia, isso é algo mais controlado pelos parceiros de unidade de potência, que vão definir uma estratégia baseada nisso”, afirmou Nidd. Ele também destacou que prazos para envio de softwares foram levemente ampliados para permitir ajustes e testes antes do evento.

Segundo o engenheiro, o TL1 normalmente é focado em pneus e acertos básicos, mas desta vez haverá uma mudança nas prioridades: “Vamos precisar testar o software, avaliar estratégias, testar o impulso, ultrapassagem e até verificar a largada. Você provavelmente verá equipes fazendo coisas diferentes no TL1”, disse ele.

Nidd também explicou que reduzir a energia recuperável pode permitir uma pilotagem mais natural: “Você consegue atingir as metas de energia em condições mais normais, sem precisar alterar tanto o comportamento do piloto”, acrescentou.

A situação pode ser ainda mais complexa para equipes clientes, como a Haas, que utiliza unidade de potência da Ferrari. Nidd destacou que equipes clientes raramente são prioridade no desenvolvimento.

“Como equipe cliente, você recebe o que é disponibilizado. Existe colaboração, mas nunca somos a prioridade principal”, concluiu. Ainda assim, ele destacou que a relação com a Ferrari é positiva e que o trabalho conjunto continua ao longo da temporada.

Com decisões previstas para os próximos dias, o TL1 do GP de Miami pode se tornar de extrema importância para as equipes entenderem as mudanças. Caso os ajustes sejam confirmados, o início do final de semana na Fórmula 1, pode ter uma dinâmica bastante diferente do habitual.



Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e receba nosso conteúdo primeiro no Google Discover e Google News.

Baixe nosso app oficial para Android e iPhone e receba notificações das últimas notícias.