F1: 12 mudanças que vão transformar a Fórmula 1 em 2026

A temporada 2026 da Fórmula 1 marca o início de uma nova era técnica na categoria, com mudanças profundas nos carros, nas unidades de potência e até na forma como as ultrapassagens acontecem durante as corridas. O novo regulamento promete alterar significativamente o comportamento dos carros na pista e também a dinâmica das disputas ao longo do campeonato.

Com tantas novidades chegando ao mesmo tempo, entender o que mudou na F1 pode ser um desafio para os fãs. Entre carros menores e mais leves, motores reformulados, novas soluções aerodinâmicas e alterações no formato de classificação, a temporada começa com um pacote de regras que redesenha o futuro da categoria.

Veja abaixo as principais mudanças que entram em vigor na Fórmula 1 em 2026.

1. Carros menores
Os carros da F1 ficaram menores em 2026. O entre-eixos foi reduzido de 3.600 mm para 3.400 mm, tornando os carros mais ágeis e potencialmente mais fáceis de posicionar em disputas roda a roda. A largura do assoalho também diminuiu em 100 mm, contribuindo para um conjunto mais compacto.

Pirelli tyres for McLaren F1 Team.
Foto: XPB Images

2. Pneus mais estreitos
Os pneus também mudaram de dimensões. Os dianteiros ficaram 25 mm mais estreitos e os traseiros perderam 30 mm de largura. Essa redução pode diminuir a área de contato com o asfalto e afetar os níveis de aderência, embora também ajude a abrir mais espaço na pista para disputas entre carros.

3. Carros mais leves
O peso mínimo dos carros caiu de 800 kg para 768 kg. A redução foi possível graças à retirada de alguns componentes das unidades de potência e às novas dimensões dos carros. Pilotos já relataram que o carro parece mais ágil e responsivo ao volante.

Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari SF-26 with flow-vis paint on the front wing.
Foto: XPB Images

4. Aerodinâmica revisada
Uma das mudanças mais importantes foi a eliminação dos túneis Venturi no assoalho, que eram fundamentais para o efeito solo nas últimas temporadas. O assoalho ainda gera desempenho aerodinâmico, especialmente com um difusor maior, mas não tem mais o papel dominante que tinha antes.

5. Asas mais simples
As asas dianteira e traseira foram simplificadas e as coberturas das rodas foram removidas, ajudando a reduzir peso. Novos defletores também foram introduzidos para controlar o fluxo turbulento vindo dos pneus dianteiros, com o objetivo de melhorar a capacidade dos carros de seguirem uns aos outros.

F1: 12 mudanças que vão transformar a Fórmula 1 em 2026
Foto: Divulgação / Aston Martin / Honda

6. Novas unidades de potência
A Fórmula 1 continua utilizando motores V6 turbo híbridos, mas com mudanças importantes. O MGU-H foi eliminado, enquanto o MGU-K ganhou muito mais potência, aumentando significativamente a contribuição elétrica para o desempenho do carro.

7. Mais energia elétrica
A potência elétrica passou de cerca de 120 kW para aproximadamente 350 kW. Com isso, a unidade de potência passa a ter uma divisão próxima de 50% entre energia elétrica e combustão interna, aumentando o papel da recuperação de energia durante as voltas.

8. Combustível sustentável avançado
Outra novidade é o uso do chamado combustível sustentável avançado. Em vez de combustíveis derivados de petróleo, a F1 passa a utilizar combustíveis produzidos a partir de fontes sustentáveis, como resíduos industriais ou orgânicos que não competem com a cadeia alimentar.

Isack Hadjar (FRA) Red Bull Racing RB22 passes an Overtake detection / activation zone sign trackside.
Foto: XPB Images

9. Overtake Mode substitui o DRS
O tradicional DRS deixa de existir e dá lugar ao chamado Overtake Mode. Esse sistema permite liberar energia elétrica adicional quando um piloto está próximo do carro à frente em um ponto específico da pista, ajudando a aumentar a velocidade nas retas e facilitar ultrapassagens.

Oscar Piastri (AUS) McLaren F1 Team MCL40 passes a Straight Mode sign trackside.
Foto: XPB Images

10. Straight Mode com aerodinâmica ativa
Os carros passam a utilizar aerodinâmica ativa. No chamado Straight Mode, a asa traseira abre e os elementos superiores da asa dianteira se ajustam para reduzir o arrasto aerodinâmico nas retas, aumentando a eficiência em alta velocidade.

11. Novo sistema de Boost
Os pilotos também poderão utilizar energia adicional armazenada na bateria quando quiserem, por meio do chamado Boost. Esse recurso pode ser usado tanto para atacar um adversário quanto para defender posição ou melhorar o tempo de volta.

12. Mudanças na classificação e no orçamento
Com a chegada da Cadillac, o grid de largada passa a ter 22 carros. Por isso, seis pilotos serão eliminados no Q1 e outros seis no Q2, mantendo dez disputando as posições finais no Q3. Além disso, o teto de gastos das equipes aumentou de 135 milhões de dólares para cerca de 215 milhões, refletindo os custos do novo regulamento técnico.

Com tantas alterações simultâneas, a temporada 2026 promete representar uma das maiores revoluções técnicas da história recente da Fórmula 1. O impacto dessas mudanças no desempenho das equipes e no espetáculo das corridas deve se tornar mais claro à medida que o campeonato avança.