Equipes da F1 cogitam intervenção no regulamento para melhorar ultrapassagens

Os chefes das equipes de Fórmula 1 alegam que talvez seja necessário uma intervenção no regulamento caso as ultrapassagens não “melhorem” logo.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, acredita que as novas regras da F1 e as ideias da Liberty Media deixaram a categoria em um bom nivel, mas admite que as ultrapassagens talvez precisem ser discutidas.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

“A F1 está em uma situação interessante”, declarou Wolff ao site ‘Autosport. “Nada está sendo ignorado. Temos um conceito de carro empolgante agora, e a única questão são as ultrapassagens”.

“Vamos ver como serão as coisas nas próximas corridas, e se ajustes forem necessários, acredito que todos nós estaremos abertos a discutir o assunto”.

Cyril Abiteboul, diretor de gerenciamento da Renault, diz que está particularmente preocupado com a situação e acha que as equipes precisam se unir para elaborar um melhor conceito de carro.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

“Eu ainda acredito que as ultrapassagens fazem parte da categoria, portanto um carro mais veloz deveria conseguir passar, caso contrário você não entende o que está acontecendo”, afirmou ele.

“Tudo vai acontecer nos pits, os pneus serão muito duros e teremos estratégias de uma parada. Não quero ficar deprimido com isso, mas é uma nova F1 que está oferecendo desafios para todos”.

“Temos de analisar como podemos compensar isso, o que talvez não tenhamos feito como uma equipe e uma categoria. Precisamos compreender como otimizar o formato que temos no carro”.

Christian Horner, chefe da Red Bull, ainda não quer comentar o assunto das ultrapassagens, mas acredita que há outros aspectos positivos a serem destacados.

“Temos de aguardar duas ou três corridas para fazer um julgamento (das ultrapassagens)”, disse ele. “Historicamente, nunca houve muitas ultrapassagens (na Austrália)”.

“Vamos esperar pela China e pelo Bahrain, dois circuitos onde ultrapassar é mais fácil, antes de tirar alguma conclusão. O lado positivo (da Austrália) é que os pilotos forçaram ao máximo durante toda a prova. Não houve muita economia de combustível e de pneus”.