Entenda como conflitos no Oriente Médio estão afetando estrutura da Fórmula 1

Desde que os ataques entre Estados Unidos, Irã e Israel iniciaram, o mundo da Fórmula 1 entrou em alerta. O conflito afetou países estratégicos para a maior categoria do automobilismo mundial e é visto com preocupação por organizadores, equipes e patrocinadores, já que na última década o campeonato estreitou laços com empresas do Oriente Médio.

A primeira crise que atingiu a F1 aconteceu logo após os primeiros ataques, que atingiram uma base militar dos EUA no Bahrein. Por conta disso, a Pirelli teve que cancelar um teste que faria com Mercedes e McLaren no Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir. As delegações das duas equipes, que incluem os pilotos Nyck de Vries e Frederik Vesti, e da fornecedora de pneus seguem tentando sair do país.

Liam Lawson (NZL) Racing Bulls Formula One Team VCARB 03.
Foto: XPB Images

No mesmo dia, as equipes começaram a relatar dificuldades para deixar a Europa e seguir rumo à Austrália. Com voos cancelados e boa parte do espaço aéreo do Oriente Médio fechado, os times tiveram que encontrar alternativas, optando por rotas mais longas que passam por Hong Kong e pela Malásia, por exemplo.

Mais recentemente foi noticiado que uma refinaria da Aramco, principal patrocinadora da Aston Martin e parceira global da F1, também pegou fogo. Um comunicado emitido pela Agência de Imprensa Saudita informa que a refinaria sofreu “danos menores devido à queda de detritos”, sem causar feridos ou vítimas fatais.

Apesar da preocupação quanto às provas no Oriente Médio, que começam em abril, a FOM (Formula One Management) garantiu que está monitorando a situação e que os planos seguem inalterados: “Nossas próximas três corridas são na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio – essas corridas [no Oriente Médio] não acontecerão por várias semanas. Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como esta e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades competentes.”