Colton Herta reconhece que a decisão de deixar a IndyCar para tentar chegar à Fórmula 1, o colocou em um caminho pouco convencional. Aos 25 anos, o piloto norte-americano definiu sua trajetória recente como ‘bizarra’, ao optar por disputar a Fórmula 2 como parte do plano para conquistar os pontos necessários para conseguir a Superlicença da FIA.
Após sete temporadas na IndyCar, com nove vitórias, onze pódios e o vice-campeonato em 2024, Herta anunciou no ano passado que passaria a mirar a F1. Em 2026, ele correrá pela equipe Hitech na F2 e, paralelamente, atuará como piloto de testes da equipe Cadillac na Fórmula 1.
Segundo Herta, a reação ao anúncio foi positiva entre as pessoas envolvidas no projeto: “Do lado da equipe, da gestão e dos proprietários da F2, todos foram extremamente positivos e receptivos”, afirmou ao The New York Times. “Eu quero ir bem. Acho que todos também querem que eu vá bem. O tempo vai dizer como as coisas vão se desenrolar”.
O americano admite que a escolha foge do padrão: “É uma trajetória bizarra, não vou negar. É muito rara. Acho que muita gente vai acompanhar com interesse. Da minha parte, é bem claro que eu quero chegar à Fórmula 1. Vejo isso como a minha melhor chance de conseguir”, afirmou.
Herta revelou que, inicialmente, rejeitou a ideia de correr na F2: “Acho que, no começo, quando isso foi sugerido, eu pensei: ‘Não’. Eu sou um piloto profissional. Não quero ir para uma categoria de base aos 25 anos”, disse ele.
Com o tempo, porém, a visão mudou, especialmente após conversas com o pai, Bryan Herta, ex-piloto e vencedor na CART e na IndyCar, além de bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis como proprietário de equipe: “Eu fui conversando, principalmente com meu pai, tentando entender quais seriam os pontos positivos e por que eles queriam que eu fizesse isso. Olhei o calendário e outros aspectos, e acabou sendo uma transição muito útil”.

O piloto também lembrou da experiência que teve na Europa no início da carreira, entre 2015 e 2016, quando competiu em categorias como a MSA Formula, Euroformula Open e Fórmula 3 espanhola e britânica, todas pela equipe Carlin: “Pensei: ‘Eu já corri em muitas dessas pistas, mas faz uma década. Os circuitos mudaram’. Além disso, nunca pilotei com pneus Pirelli antes. Pelo que eu tinha ouvido, pode ser bem complicado aprender, mas depois que conversamos melhor e pensamos nos aspectos positivos, foi mais fácil decidir”, acrescentou.
Sobre as críticas ou julgamentos externos, Herta deixou claro que não se preocupa: “Não estou realmente preocupado com o que muitas pessoas pensam sobre esse caminho e se estão julgando de forma positiva ou negativa. Isso é simplesmente porque é o que eu quero fazer. Eu quero chegar à Fórmula 1. Neste momento, essa é a minha melhor chance, e eu preciso lutar por isso. É isso que essa mudança está mostrando”, completou.
