O diretor técnico da Mercedes, Mike Elliott, acredita que sua equipe deve ser honesta consigo mesma e não usar as restrições de testes aerodinâmicos como desculpa para seu início de temporada conturbada em 2022.
Os regulamentos da F1 foram alterados e, com isso, a equipe alemã passou de oito vezes consecutivas campeã de construtores para a terceira equipe mais rápida do grid. Até agora, a Mercedes tem lutado para superar a agressividade com seu impressionante conceito zeropod, embora o progresso nesse tópico tenha aparentemente sido feito na Espanha duas corridas atrás.
No GP de Mônaco, uma nova falha com o W13 apareceu e pode afetar futuras corridas de rua, como Baku neste fim de semana, já que o salto foi induzido pela rigidez do chassi e da suspensão, e não pela aerodinâmica.
Em virtude de vencer o campeonato em anos anteriores, a Mercedes foi limitada em seus testes aerodinâmicos por meio de seus programas de túnel de vento e CFD, com uma escala móvel colocada nas 10 equipes de F1 determinadas pela posição do campeonato.
Sobre isso, o diretor da Mercedes confirma que há impacto, mas que a diferença é pequena em relação a Red Bull, por exemplo. “Claramente isso tem algum impacto. Acho que em relação à Red Bull, não é muito, é uma espécie de corrida por semana, algo dessa ordem, então é bastante pequeno, mas não temos muitas corridas por semana no túnel para começar”.
“Acho que comparado à Ferrari, tem sido um pouco mais e veremos. Acho que será reiniciado no final de junho, então espero que isso seja vantajoso para nós”, afirmou Elliott.
Insistindo que as restrições não desempenharam um papel de liderança nos problemas da Mercedes, Elliott acrescentou que a equipe precisa ser honesta com essa situação atual. “Nós apenas temos que ser honestos conosco como equipe e dizer ‘não acho que seja por isso que lutamos’”.
“Lutamos com o salto e isso meio que nos impediu, e embora o aumento do ATR seja uma vantagem, provavelmente não é o divisor de águas que poderia ser. Mais importante é que temos que superar nossos problemas e colocar o carro na direção certa”, concluiu o diretor.
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