As mulheres podem competir de igual para igual na F1. Essa a visão de José Rubens D’Elia, diretor da Pilotech, consultor de atividades Físicas e Bem-Estar e consultor esportivo da Equipe Olímpica de Ciclismo. D’Elia também já foi preparador físico dos velejadores Robert Scheidt e Lars Grael, além de pilotos das mais diversas categorias do automobilismo como Rubinho Barrichello, Bruno Senna, Christian Fittipaldi, entre outros.
Na última semana Carmen Jordá, ex-pilota de testes da Lotus F1, foi nomeada para a Comissão das Mulheres da FIA o que acabou gerando uma série de controversas, já que Jordá defende que homens e mulheres disputem em categorias separadas.
A nomeação de Jordá – que em três temporadas na GP3 nunca conseguiu se classificar entre os 20 primeiros – vem em meio a relatos de que uma empresa com sede em Londres estar se preparando para o lançamento de um campeonato feminino de seis corridas, que começaria em 2019.
Pippa Mann, que pilotou na IndyCar em 2015, a campeã britânico do GT4 Jamie Chadwick e a pilota da GP3, Tatiana Calderon, expressaram suas preocupações com as implicações da nomeação de Jordá e se mostraram insatisfeitas com a posição defendida pela ex-pilota da Lotus.
“Para mim a nomeação de alguém com essas crenças fundamentais, para um comitê destinado a promover a causa das mulheres nas corridas, é incrivelmente desanimador e representa um verdadeiro passo para trás da FIA”, disse Mann.

D’Elia falou exclusivamente com a F1Mania.net e destacou que as mulheres podem competir de igual para igual em todas as categorias do automobilismo, mas defendeu a criação de uma categoria “só para mulheres” desde o kart, para impulsionar a entrada de novas pilotas nas categorias em geral.
“Desde o kart poderia ter uma categoria só para mulheres”, disse ele. “Seria interessante tendo em vista a disparidade da quantidade de homens e mulheres no esporte, que é a base do problema.
“Elas competiriam somente entre elas ou, se preferirem, também com os homens, mas seria interessante para ajudar a crescer a presença feminina nos grids, que hoje ainda é muito pequena.
“Mas o automobilismo é mais que apenas força física, tempo de reação, concentração são muito mais relevantes. As mulheres podem competir de igual para igual com os homens na F1, sem dúvidas”.
D’Elia defende a criação da categoria feminina no automobilismo como forma de impulso, mantendo aberta a possibilidade das competidoras correrem nas categorias que hoje só existem homens, como a F1.

No Brasil temos Bia Figueiredo (Stock Car) e Débora Rodrigues (Copa Truck) que representam as mulheres nos grids das competições profissionais, sem esquecer de Cristina Rosito, Suzane Carvalho e Regina Calderoni que contribuem ativamente para o cenário feminino do esporte a motor no Brasil.
