Georg Seiler, chefe do GP alemão em Hockenheim, está em Barcelona neste fim de semana para se encontrar com os diretores da Fórmula 1, onde discutirá o futuro do Grande Prêmio da Alemanha, que ainda não tem contrato em vigor após o evento deste ano.
Os circuitos de Hockenheim e Nurburgring já abrigaram o GP da Alemanha, com uma política de alternância entre os locais. Mas Nurburgring deixou o calendário depois de 2013 e, desde então, Hockenheim vem realizando sua corrida a cada dois anos.
O chefe alemão expressou suas dificuldades: “Eu não sei o que vai acontecer. Mas não vamos concordar com um contrato que envolva um risco econômico. A taxa do promotor é muito alta. Não recebemos nenhum subsídio regional, estadual ou federal. Somos quase únicos nesse sentido”, disse Seiler à agência de notícias “DPA”.
Seiler também falou sobre o ex-empresário da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, que foi retirado do cargo de CEO da F1 no início de 2017: “Eu tinha um relacionamento confidencial baseado em parceria e até amizade, e negociações com ele sempre foram justas”.
O organizador também revelou que 60 mil ingressos, até agora, foram vendidos para a corrida em julho, mas diz que economicamente isso não significa lucros para o GP: “Isso nos daria um zero econômico. No momento, definimos o ‘playground’ para que outros ganhem dinheiro. O que precisamos é de um investidor ou patrocinador para que possamos organizar outra corrida de Fórmula 1 em Hockenheim”, respondeu Georg Seiler.
Até o momento, apenas a corrida de 2018 está garantida, durante este GP da Espanha, novidades ainda podem surgir a respeito de 2019.
