Chefe da Williams aponta possíveis mudanças após debate sobre energia na F1

O debate sobre o gerenciamento de energia na Fórmula 1 pautou as discussões após o GP da Austrália, onde pilotos tiveram que lidar com um estilo de corrida que exige monitoramento constante da bateria. A divisão de 50% da potência entre energia elétrica e motor de combustão interna foi alvo de críticas, já que muitas ultrapassagens passaram a depender de quem tinha mais energia disponível.

O chefe da Williams, James Vowles, reconheceu que o tema está sendo discutido dentro da categoria e revelou que já existem várias propostas em análise. “Então, há cerca de quatro ou cinco propostas diferentes sobre a mesa”, afirmou. “Vamos passar pelas próximas corridas, apenas para ver o que funciona e o que não funciona. Mas fiquem ligados. Tenho certeza de que, como esporte, nos uniremos e mudaremos da maneira correta.”

Alexander Albon (THA) Williams F1 Team FW48.
Foto: XPB Images

Ele destacou ainda que ajustes poderiam envolver também o motor de combustão. “Há coisas que podemos fazer com o motor de combustão interna também. É apenas uma questão de quão extremos queremos ser nessas medidas.” Apesar das críticas, o dirigente pediu cautela: “Acho que a pior coisa que poderíamos fazer é mudar e piorar a situação. Portanto, temos que ter a certeza de que estamos afetando positivamente o esporte.”

Parte do problema, segundo ele, pode estar ligada às características do Circuito de Albert Park, considerado um dos traçados mais difíceis para o uso da bateria. A próxima prova será o GP da China, disputado no Circuito Internacional de Xangai, que tem uma longa reta de cerca de um quilômetro.

“Ainda não tenho certeza, mas estamos em uma situação perfeita? Não. Acho que estamos um pouco carentes de energia”, disse. Vowles também defendeu a qualidade do espetáculo atual. “Se você ficar à beira da pista, como eu fiz no Bahrein, ainda são carros de Fórmula 1 e ainda é corrida de Fórmula 1.”

Mesmo assim, ele admitiu que o esporte pode evoluir: “Tornamos tudo muito complicado? Sim. Mas temos um bom produto da Fórmula 1? Ainda acho que sim.”