Chefe da Haas é contra ideia de grid invertido na Fórmula 1

O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, recentemente sugeriu que mudanças no formato dos finais de semana de corrida, incluindo a possibilidade de grid invertido. No entanto, o chefe da Haas, Ayao Komatsu, foi contra a ideia.

“Pessoalmente, não sou fã de grids invertidos”, disse Komatsu. “Não acho que isso faça parte do DNA da F1. Também não estamos fazendo balance of performance. Uma vez que a F1 vá nessa direção, acredito que pode ser bastante perigoso. Mas essa é apenas a minha opinião pessoal.”

Komatsu destacou que, embora a mudança pudesse beneficiar equipes como a Haas, que não são líderes, ele não apoia a ideia de colocar a proposta em prática.

Além do grid invertido, Domenicali também comentou sobre a possibilidade de corridas mais curtas, para atrair as novas gerações. Atualmente, todas as corridas da F1 têm 300 quilômetros, com exceção de Mônaco, que é disputada em 360 quilômetros.

“Acho que 300 quilômetros fazem parte do DNA da F1. Essa é a minha opinião pessoal,” afirmou Komatsu. “Temos as corridas sprint, que são de 100 quilômetros, o que está bem. A corrida de domingo, se a estratégia de pneus estiver correta, idealmente para mim, é mais como duas contra três paradas, e então o circuito, desde que tenhamos a diferença de pneus que permita ultrapassar.”

“Olhe o Bahrein: quando você tem três paradas contra duas, a ação acontece em todo lugar, ao longo dos 300 quilômetros. Acho isso muito interessante. Mas, claro, se for uma corrida monótona de uma parada, em que todos param na volta 15 e nada mais acontece, fica chato. Para mim, enquanto tivermos a questão dos pneus bem definida, o DNA da F1 é essa corrida de 300 quilômetros,” finalizou.