Campeão antecipado do WEC em 2017 disputa em Interlagos sua terceira corrida na Fórmula 1
Por Victor D. Berto
O neozelandês Brendon Hartley teve uma das maiores surpresas da sua vida ao receber um convite, depois de um telefonema, para disputar uma etapa pela Toro Rosso, com a saída de Carlos Sainz Jr. para a Renault, na Fórmula 1.
O piloto participou do programa de jovens pilotos da Red Bull entre 2008 e 2010, onde teve algumas oportunidades de testes. Ninguém, nem mesmo ele imaginaria que sete anos depois acabaria retornando à casa, mesmo que através da sua “filial”, que um dia lhe dispensou.
“Na verdade, foi bem surpreendente voltar a um carro da Fórmula 1. Mas só precisei de algumas voltas para me sentir confortável”, disse o neozelandês.
Questionado durante a coletiva de imprensa da FIA nesta quinta-feira sobre o que mais lhe surpreendeu na categoria, além do seu próprio retorno, Hartley respondeu: “Muitas coisas me surpreenderem. Eu acho que Austin me surpreendeu bastante, o circuito é bom muito. Foi bem surpreendente a velocidade com que o carro faz as curvas no primeiro setor”.
“Eu acho que não houve nenhuma grande surpresa. Eu sabia que seria desafiador. Eu sei que o nível dos pilotos, competitividade, na Fórmula 1 você encontra o melhor”, concluiu o piloto, que até então disputa o WEC, uma das principais categorias do automobilismo mundial, com a Porsche.
Foi com a montadora alemã Porsche que o piloto conquistou dois títulos mundiais no WEC (2015 e 2017). Ele foi questionado sobre o sentimento de estar acostumado a vencer e agora trabalhar com uma equipe que briga para estar no pelotão intermediário da F1, mas prontamente rebateu: “Eu só fiz duas corridas, tenho objetivos menores agora, que começa por marcar meus primeiros pontos. De todo modo, isto não muda minha postura na pista, nem com a equipe. Na Toro Rosso todos trabalham para conseguirmos chegar lá”.
Tendo em conta que Hartley trabalhava até então com a equipe de fábrica da Porsche, ele foi questionado se isto o ajudaria no trabalho de desenvolvimento da Honda, montadora que propulsionará a Toro Rosso a partir da próxima temporada, mesmo que o piloto não esteja confirmado no ‘line-up’.
“Eu acho que a boa parte para mim foi estar bem envolvido com o desenvolvimento da Porsche. Eu sei que trabalhar com a Porsche, foi uma transição relativamente simples para a F1. A estrutura é muito parecida, a pressão é parecida”, disse Brendon.
A F1Mania.net está ‘in loco’ em Interlagos, acompanhando tudo o que acontece no GP Brasil de Fórmula 1, penúltima etapa desta temporada de 2017.
