Ross Brawn afirmou que os chefes da Fórmula 1 estão tentando acabar com as punições no grid pois o sistema saiu do controle.
Desde que a F1 adotou componentes de longa duração – incluindo motores e caixas de câmbio que devem durar um determinado número de corridas – os pilotos que usam peças demais vêm perdendo posições no grid.
Com as situações que aconteceram, como a punição de 65 lugares no grid de Stoffel Vandoorne no GP da Bélgica, deixaram Brawn convencido de que uma solução melhor precisa ser encontrada.
“Odeio o fato de que estamos tendo de afetar as corridas por causa de problemas técnicos”, declarou Brawn ao site ‘Autosport’.
“Sei que você pode dizer que a quebra de um carro em uma prova é um problema técnico, mas acredito que os fãs entendem isso.
“Não é nada agradável para um fã engolir que seu herói esteja no final do grid porque teve de trocar o motor.
“Temos de encontrar uma solução melhor para isso, uma forma diferente de penalização ou a remoção definitiva da punição, aceitando o problema que ela estava tentando resolver”.
Brawn disse que as discussões com a FIA já começaram, e ele espera mudanças até a introdução do novo regulamento de motores em 2021.
“Talvez possamos implementar uma solução melhor antes, porque é um aspecto extremamente impopular da F1 no momento”, acrescentou ele.
“Uma das coisas sugeridas é a perda de pontos no campeonato de construtores. Poderia haver outras punições mais discretas.
“Nós tínhamos o sistema de fichas para o motor e na verdade não era ruim.
“Ficou um pouco complicado demais, mas você podia remover as fichas por algum tempo.
“É necessário um pensamento lateral. As punições no grid são muito impopulares e devemos encontrar uma solução melhor”.
Acabar com o auxílio de ultrapassagens com DRS é outra vontade de Brawn.
“É um compromisso”, disse Brawn. “O que devemos fazer é encontrar uma solução melhor.
“O que realmente queremos é que os carros possam ultrapassar uns aos outros adequadamente.
“Então, para mim, a solução, em que iniciamos um programa, é projetar os carros, para que possam competir uns aos outros bem próximos.
“Um carro de Fórmula 1 atual é totalmente otimizado em torno de correr sozinho.
“As equipes, quando entram no túnel do vento e criam seus programas para desenvolvimento, tudo é feito de forma isolada. Então, quando você coloca um carro perto, o carro não funciona.
“O que estamos trabalhando é gerar a capacidade de olhar para os carros e fazerem eles correrem com proximidade, e precisamos de projetos para permitir que isso aconteça.
“Se fizermos isso, que é nossa ambição para 2021, então teremos carros que não precisam de DRS.”
